Grandes executivos do setor de tecnologia estão concordando com os alertas de que a inteligência artificial avança rapidamente e que Washington precisa participar de sua regulamentação.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que apoia uma estrutura federal que estabeleça requisitos consistentes de segurança para sistemas avançados de IA, mas defendeu que o setor não precisa esperar por novas leis para começar esse trabalho.
Parte dos profissionais que ajudarão a definir o futuro da IA está sendo formada em Massachusetts. Neste semestre, o Wentworth Institute of Technology, em Boston, lançou uma nova graduação voltada à inteligência artificial.
A instituição está oferecendo disciplinas de IA aplicadas à computação, às ciências da vida, ao gerenciamento de construção, à arquitetura e à segurança cibernética.
“A repercussão é enorme. Todo mundo está falando sobre isso”, disse Mike Farmer, diretor da Escola de Computação e Ciência de Dados. Segundo ele, o curso foi criado para combinar conhecimento especializado em diferentes áreas com amplo domínio de inteligência artificial.
O professor Mehmet Ergezer, um dos criadores do programa, explicou que uma das disciplinas obrigatórias é “Aplicação Responsável de IA Generativa”. Os alunos também deverão estudar ética em inteligência artificial.
“Como avaliar os resultados produzidos por essas ferramentas será uma habilidade cada vez mais importante”, afirmou Ergezer.
Guru Naikar, aluno do terceiro ano da Wentworth, já cursou duas disciplinas sobre IA e comemorou a criação da nova graduação. “É uma formação excelente, promissora e algo que muitas pessoas estão incorporando às suas carreiras”, disse.
Atualmente, não existe consenso entre os legisladores americanos sobre como regulamentar a inteligência artificial. Em entrevista à CBS News, Dario Amodei, CEO da Anthropic, alertou que o desenvolvimento precisa desacelerar e defendeu avaliações externas, realizadas por organizações independentes ou órgãos governamentais capazes de acompanhar o treinamento e o funcionamento dos modelos.
Para estudantes como Naikar, apesar das preocupações envolvendo a tecnologia, este é o momento de aprender a utilizá-la para não ficar para trás.
“É uma área que cresce muito rápido. Se não estivermos à frente, tentando entendê-la, será muito difícil”, afirmou.
Foto: CBS News





