Os motoristas de Massachusetts estão pagando significativamente mais pela gasolina, enquanto os conflitos no Oriente Médio continuam afetando o fornecimento mundial de petróleo.
De acordo com a AAA, o preço médio da gasolina comum em Massachusetts chegou a US$ 4,41 por galão, uma alta de 7 centavos em relação à semana passada e de 36 centavos em apenas um mês.
Há um ano, os motoristas pagavam, em média, US$ 3,10 por galão. Isso significa que o preço da gasolina aumentou US$ 1,31 por galão nos últimos 12 meses.
Embora alguns postos estejam oferecendo preços um pouco menores, outros estão cobrando quase 25 centavos a mais por galão. Por isso, pesquisar os preços antes de abastecer pode fazer uma diferença significativa.
Especialistas atribuem a alta à contínua instabilidade no Oriente Médio, após os ataques dos Estados Unidos contra o Irã no início deste ano e a posterior interrupção do transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para o abastecimento mundial de energia.
Mais recentemente, forças houthis atacaram locais estratégicos na região e tomaram uma ilha considerada uma possível rota alternativa para o transporte marítimo, aumentando ainda mais as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento.
O impacto não está limitado à gasolina.
O preço do diesel aumentou mais de 55% desde o início do conflito com o Irã, há quase sete meses. Dados da AAA mostram que o diesel agora custa, em média, cerca de US$ 6,38 por galão.
Economistas alertam que essa alta pode aumentar o preço de produtos em todo o país.
“Isso entra no custo do transporte de praticamente tudo o que chega às lojas, portanto, será um problema daqui para frente”, afirmou Mohamed El-Erian, principal consultor econômico da Allianz.
O aumento do diesel também pode criar dificuldades para agricultores que estão se preparando para a temporada de colheita do outono, já que a maioria dos equipamentos agrícolas utiliza esse combustível.
Com os preços dos combustíveis continuando a subir, especialistas recomendam que os motoristas comparem os valores cobrados pelos postos da região sempre que possível, para reduzir o impacto no orçamento.
Foto: Eduardo de Oliveira






