Nos últimos dias, um aumento de boatos nas redes sociais sobre a possível existência de um serial killer em New England tem causado preocupação entre moradores da região. Apesar disso, autoridades policiais de vários estados — incluindo Massachusetts, Connecticut, Rhode Island e New Hampshire — afirmam que não há qualquer evidência de que os corpos encontrados recentemente estejam ligados entre si ou a um assassino em série.
Mesmo assim, grupos no Facebook como o “New England Serial Killer #NESK” têm ganhado força, reunindo mais de 2.600 membros desde o final de abril. As postagens, que chegam aos centenas por dia, levantam teorias, compartilham medos e tentam encontrar padrões entre os casos. Muitos usuários relatam estar assustados, especialmente mulheres que se identificam com o perfil das supostas vítimas.
Entre os casos que têm alimentado os rumores estão o achado de restos mortais em Framingham (MA), um crânio humano em Plymouth (MA), e corpos encontrados em Springfield (MA) e Killingly (CT). No entanto, em todos esses casos, as autoridades afirmam não haver sinais de crime ou conexão entre eles.
O promotor do condado de Hampden, Anthony Gulluni, alertou que esse tipo de especulação online pode atrapalhar investigações reais. “Rumores não verificados podem comprometer o trabalho das autoridades e espalhar medo desnecessário”, disse.
Especialistas em criminologia também pedem cautela. James Alan Fox, professor da Universidade Northeastern, explicou que o fascínio por crimes reais, alimentado por séries, podcasts e documentários, faz com que as pessoas acreditem que entendem de investigações — quando, na verdade, não têm o conhecimento técnico necessário para tirar conclusões.
“Encontrar vários corpos em uma região não é suficiente para afirmar que há um serial killer. É preciso analisar causa da morte, padrão de comportamento, localização, entre outros fatores. E até agora, nada disso foi identificado”, afirmou Fox.
Apesar da falta de evidências, os boatos continuam circulando nas redes, levantando dúvidas e alimentando o medo de parte da população.
Foto: internet.




