WASHINGTON, D.C. — Silenciosamente, o governo do presidente Donald Trump orientou as escolas a retirarem o apoio a estudantes que precisam aprender inglês.
A rescisão, confirmada na terça-feira pelo Departamento de Educação, é uma das várias ações que a administração está tomando para reduzir o suporte a cerca de 5 milhões de estudantes que não são fluentes em inglês. Muitos deles nasceram nos Estados Unidos.
A medida foi acelerada por uma ordem assinada pelo presidente conservador Donald Trump no dia 1º de março, que declarava o inglês como a língua oficial do país.
O Departamento de Justiça enviou um memorando para todas as agências no mês passado, instruindo-as a cumprir a ordem do presidente.
Desde março, o Departamento de Educação também demitiu metade dos funcionários do Office of English Language Acquisition e solicitou ao Congresso que não envie mais fundos federais para esse escritório.
Por décadas, o governo seguiu a Lei dos Direitos Civis (Civil Rights Act), cujo Título VI afirma que não oferecer apoio a pessoas que precisam aprender inglês constitui discriminação.
No entanto, um memorando da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, citando a lei, afirmou que tratar pessoas que não são proficientes em inglês de maneira diferente não é, necessariamente, discriminação.
Michael Pillera, advogado que trabalhou no escritório de direitos civis por mais de 10 anos, declarou:
“O Departamento de Educação e o Departamento de Justiça estão abandonando mais de 55 anos de precedentes legais e de aplicação da lei. Eu não acho que conseguimos compreender, neste momento, a importância dessa decisão contra os estudantes.”
Pillera estima que haverá um efeito cascata nas escolas de todo o país.
“As escolas estavam ajudando os estudantes que não sabem inglês a aprender o idioma porque a Lei dos Direitos Civis determinava que fizessem isso.”
Foto: Aaron Ontiveroz / The Denver Post




