Kilmar Albrego Garcia é preso pelo ICE de novo

Baltimore, Maryland — Três dias após ser solto de uma prisão no Tennessee, Kilmar Albrego Garcia foi preso novamente pelo ICE em Maryland.

Kilmar passou cinco meses na cadeia, mesmo após o governo federal admitir que o deportou “por erro”, já que havia uma ordem judicial determinando que ele não poderia ser deportado para El Salvador. Durante esse período, ele ficou detido na prisão CECOT, em El Salvador.

Na sexta-feira, Kilmar foi solto graças à ordem de uma juíza no Tennessee e voltou para casa para ver a esposa e os três filhos.

Nesta segunda-feira, ele compareceu ao escritório do ICE. Ao chegar ao local, acompanhado da esposa e do irmão, um grupo de apoiadores gritava “Sí, se puede”.

Kilmar abraçou a esposa e entrou no prédio federal. Mais tarde, o advogado Simon Sandoval-Moshenberg informou aos apoiadores que aguardavam do lado de fora que Kilmar havia sido preso novamente pelo ICE.

O governo Trump ofereceu duas opções a Kilmar: assumir a culpa por tráfico de pessoas para os EUA (atuando como coiote) e ser deportado para a Costa Rica; ou não assumir a culpa e ser deportado para Uganda.

O advogado Sandoval-Moshenberg afirmou que Kilmar Albrego Garcia não assumiu a culpa e pretende lutar contra a deportação para Uganda, por considerar que o país seria “muito mais perigoso” do que a Costa Rica.

A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, culpou o que chamou de “juízes ativistas” pela situação envolvendo Kilmar.

“Ao ordenar que se solte esse monstro nas ruas da América, o juiz demonstrou estar despreocupado com a segurança das pessoas. Não vamos parar de lutar até que esse homem salvadorenho encare a Justiça e esteja fora de nosso país”, declarou ela.

O governo federal acusa Kilmar Albrego Garcia de ser membro de gangue e coiote, mas, em quase seis meses, não apresentou nenhuma prova de qualquer crime cometido pelo salvadorenho.

A juíza Paula Xinis determinou que, caso o governo Trump deseje deportar Kilmar, deverá notificar a Justiça com pelo menos 72 horas de antecedência da data da deportação.

Foto: Elizabeth Frantz / REUTERS

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