Professor brasileiro da Harvard é preso pelo ICE e aceita deixar os EUA

CAMBRIDGE, Mass. — O professor brasileiro Carlos Portugal Gouvêa foi preso em 2 de outubro após supostamente disparar uma arma de pressão do lado de fora de uma sinagoga em Brookline, na véspera do Yom Kippur.

Gouvêa disse às autoridades, na época, que estava “caçando ratos”.

Ele se declarou culpado em 13 de novembro por uso ilegal do rifle de ar comprimido, enquanto outras acusações, perturbação da paz, conduta desordeira e vandalismo de propriedade, foram retiradas.

O jornal The Harvard Crimson foi o primeiro a reportar que Gouvêa foi suspenso pela universidade enquanto aguardava investigação, com líderes da sinagoga afirmando em um e-mail que o incidente não foi “motivado por antissemitismo”.

Duas semanas após o ocorrido, o Departamento de Estado revogou seu visto temporário de não imigrante (J-1).

O ICE prendeu Gouvêa na quarta-feira, e ele concordou em deixar voluntariamente os EUA em vez de enfrentar um processo de deportação, segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS).

Gouvêa era professor visitante de Direito em Harvard, e seu cargo de tempo integral era como professor associado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, além de CEO da IDGlobal no Brasil.

O site da universidade destacou que ele liderou pesquisas que influenciaram decisões importantes da Suprema Corte brasileira, documentou a violência contra povos indígenas e participou de conselhos de diversas organizações, incluindo a Comissão Fulbright, a Brazilian Students Organization, a Generation e a Sempre SanFran.

Foto: Delegacia de Brookline-MA

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