O FBI cumpriu um mandado de busca na casa da repórter do Washington Post, Hannah Natanson, na quarta-feira, como parte de uma investigação sobre “um prestador de serviços do governo acusado de reter ilegalmente materiais governamentais confidenciais”, informou o jornal.
Natanson estava em sua casa, na Virgínia, no momento da busca.
Segundo o Washington Post, citando uma declaração juramentada do FBI, o mandado afirmava que “as autoridades estavam investigando Aurelio Perez-Lugones, um administrador de sistemas em Maryland que possui autorização de segurança de nível ultrassecreto (top secret) e foi acusado de acessar e levar para casa relatórios de inteligência confidenciais, que foram encontrados em sua lancheira e em seu porão”.
De acordo com sua biografia na rede social X, Natanson cobre “a reformulação do governo pela administração Trump e seus efeitos”. Sua residência e seus dispositivos eletrônicos foram revistados.
Detalhes da investigação
Perez-Lugones é cidadão americano, nascido em Miami, e reside atualmente em Laurel, Maryland, conforme consta na queixa criminal. Ele atua como prestador de serviços do governo desde 2002 e detém credencial de segurança ultrassecreta.
• Evidências: a queixa afirma que pelo menos um documento encontrado no porão de Perez-Lugones estava relacionado à defesa nacional.
• Contexto: o Washington Post informou que Natanson integra a cobertura mais sensível do jornal sobre o primeiro ano do segundo mandato da administração Trump.
Itens apreendidos
Natanson relatou ao seu empregador que um telefone e um relógio Garmin foram apreendidos durante a ação.
O Washington Post informou que está “revisando e monitorando a situação”.
Foto: Newser







