Minneapolis, Minnesota — A moradora de Minneapolis Renee Good foi encontrada com quatro ferimentos à bala depois que um agente do ICE disparou contra ela à queima-roupa na semana passada.
Paramédicos encontraram Good, de 37 anos, dentro de seu SUV, com dois ferimentos no lado direito do peito, um no antebraço esquerdo e um na cabeça, informou o Minnesota Star Tribune na sexta-feira, citando um relatório do Corpo de Bombeiros de Minneapolis.
Havia “tecido protuberante no lado esquerdo da cabeça da paciente”, além de forte sangramento no ouvido esquerdo, de acordo com o relatório.
Good foi retirada de seu veículo e colocada sobre um monte de neve e, depois, na calçada, onde foram realizados esforços de salvamento. Ela “não estava respirando e estava sem pulso”, diz o documento.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) alegou que o disparo fatal foi um ato de “autodefesa” e, quase imediatamente, classificou Good como uma “terrorista doméstica”, afirmando que ela teria “usado seu veículo como arma” contra agentes do ICE.
De acordo com a transcrição de uma ligação para o 911 obtida pelo Tribune, um interlocutor não identificado, ao solicitar uma ambulância, afirmou que o agente do ICE Jonathan Ross abriu fogo contra Good porque “ela não abria a porta do carro”.
“Enviem uma ambulância, por favor, uma ambulância, por favor”, disse o interlocutor aos atendentes.
O DHS informou que Ross ficou ferido no incidente. Duas autoridades dos EUA, informadas sobre seu estado de saúde, disseram à CBS News que ele sofreu hemorragia interna no tronco, um termo genérico que pode ser usado para descrever hematomas.
A mãe de Good, Donna Ganger, disse ao Minnesota Star Tribune que a filha “não fazia parte de nada” relacionado a manifestantes que confrontavam agentes do ICE.
“Renee era uma das pessoas mais gentis que já conheci”, afirmou. “Ela era extremamente compassiva. Cuidou de pessoas a vida toda. Era amorosa, benevolente e afetuosa. Um ser humano incrível.”
Foto: portal CBC







