As bolsas caíram fortemente nesta segunda-feira (23), após o anúncio feito no fim de semana de que o presidente Donald Trump elevou de 10% para 15% as tarifas impostas a produtos do mundo todo.
Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor tarifas era inconstitucional.
Em resposta, Trump acionou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 e impôs tarifas de 10%. Um dia depois, aumentou essas mesmas tarifas para 15%. No entanto, essa seção da lei permite a aplicação de tarifas temporárias por até 150 dias. Após esse prazo, apenas o Congresso pode autorizar a medida.
Na manhã desta segunda-feira, Trump publicou diversas mensagens em suas redes sociais criticando a decisão da Suprema Corte que derrubou suas tarifas.
O presidente argumentou que a decisão, na verdade, reafirmou outros poderes que ele possui para impor tarifas e que não precisa “voltar ao Congresso” para obter aprovação para novos impostos.
Em uma postagem em tom de indignação, afirmou que poderia usar licenças “para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ com países estrangeiros” e que o Congresso lhe concedeu autoridade para utilizar outros tipos de leis tarifárias “de forma muito mais poderosa e odiosa, com segurança jurídica”.
Trump já aplicou uma tarifa de 15% sobre importações globais, e autoridades do governo afirmam que estão utilizando outras leis para preparar novas tarifas sobre diferentes produtos.
Por outro lado, alguns estados liderados por democratas ameaçam recorrer à Justiça para exigir reembolso aos moradores pela cobrança das tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte.
O governador Gavin Newsom anunciou que, na Califórnia, o reembolso solicitado será de US$ 1.700 por família. Enquanto isso, líderes republicanos da Câmara e do Senado permanecem em silêncio sobre as polêmicas tarifas que Trump insiste em aplicar até mesmo a aliados tradicionais, como Canadá e México.
Foto: Forbes




