LYNNFIELD, Mass. — A comunidade se mobilizou após vários casos de bullying e racismo relatados nas escolas.
Uma reunião para combater o racismo e o bullying no sistema escolar de Lynnfield reuniu moradores para elaborar um plano de ação.
“Esta comunidade não está segura neste momento para nossas crianças de cor, e precisa estar”, disse Kayla Doherty, mãe.
“Houve alguns incidentes racistas na comunidade, especificamente no ambiente escolar, e eu gostaria de poder dizer que estamos aqui sendo proativos, mas isso é uma reação”, explicou Diana Deleo, diretora de programa da A Healthy Lynnfield.
O encontro, realizado no auditório da escola de ensino fundamental, foi organizado pela A Healthy Lynnfield, uma entidade parceira do distrito escolar.
Os organizadores usaram números para dividir os participantes em grupos menores, permitindo conversas mais diretas e sinceras.
“Eu enfrentei muito racismo nesta comunidade e, quando saí, percebi que aquilo não era assim no mundo real”, relembrou Abby Berry, ex-aluna.
Embora reconheçam que é um começo, pais de crianças que estão sendo vítimas de bullying atualmente dizem que ainda se sentem silenciados de várias formas.
Uma dessas formas, segundo eles, é que o que foi discutido em alguns dos grupos menores não foi incluído no resumo apresentado ao final da reunião.
“Meu Deus, é difícil dormir à noite. Todos os dias, quando mandamos nosso filho para a escola, ficamos nos perguntando o que vai acontecer”, disse uma mãe.
O superintendente das escolas divulgou um comunicado sobre os relatos recentes de racismo, informações sobre a reunião e o difícil caminho pela frente, escrevendo, em parte:
“Precisamos iniciar o processo, e com urgência. A alternativa é a inação, o que certamente não é uma opção”, publicou Tom Geary no Facebook.
Pais expressaram confusão e indignação pelo fato de o superintendente não ter tido um papel mais ativo na reunião inicial.
“Acho que é jogar a responsabilidade para outros, e isso é um problema nesta cidade há muito tempo. Vai ser preciso muito barulho para que esta comunidade mude”, acrescentou Doherty.
Até agora, os próximos passos prometidos incluem a formação de uma força-tarefa contra o ódio na cidade e a realização de mais encontros, mas os pais dizem que querem ver ações imediatas, começando pela responsabilização dos alunos envolvidos.
Uma mãe contou à Boston 25 News que os estudantes que praticaram bullying contra seu filho ainda foram autorizados a participar de uma excursão junto com ele.
Outra mãe demonstrou preocupação ao afirmar que um aluno que continua envolvido em incidentes racistas ainda está frequentando a escola.
Os organizadores disseram que uma atualização será divulgada até 1º de maio e que os incidentes também serão discutidos na próxima reunião do comitê escolar.
Foto: Boston 25 News TV




