Câmara de Mass. aprova lei que proíbe celular na escola e crianças em redes sociais

Beacon Hill, Boston — Após se reunirem na State House por mais de 8 horas na quarta-feira, parlamentares de Massachusetts votaram a favor de um projeto de lei que restringe o uso de redes sociais por adolescentes e crianças e proíbe o uso de celulares nas escolas.

O projeto foi aprovado por 129 votos a 25.

A proposta exige que adolescentes de 14 e 15 anos obtenham consentimento dos pais para acessar redes sociais. Ao completarem 16 anos, todas as restrições serão retiradas.

O projeto também exige que empresas de redes sociais implementem sistemas de verificação de idade para identificar a idade dos usuários. A partir de 1º de outubro, contas de usuários com menos de 14 anos serão encerradas nas plataformas.

Além disso, os distritos escolares serão obrigados a implementar políticas que proíbam o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula. Os distritos também deverão informar os pais sobre a política adotada, garantindo que eles tenham meios de entrar em contato com seus filhos.

Alguns métodos que já estão sendo utilizados incluem o armazenamento dos aparelhos ou o uso de tecnologias que tornam os dispositivos pessoais inoperantes.

Qualquer outra política deverá ser aprovada pelo Departamento de Educação Elementar e Secundária de Massachusetts.

A Federação Americana de Professores divulgou um comunicado após a aprovação do projeto:

“Pais e educadores precisam constantemente equilibrar o papel essencial que a tecnologia desempenha em nossas vidas com os danos que viver em uma era digital constante pode causar, especialmente às nossas crianças. Os impactos prejudiciais da tecnologia sem regulação sobre os jovens são uma preocupação antiga de educadores e bibliotecários.

O projeto aprovado pela Câmara avança sobre uma versão semelhante já aprovada pelo Senado, adotando uma abordagem de bom senso e oferecendo às escolas as ferramentas e orientações necessárias para criar ambientes de aprendizado livres de celulares, de forma que protejam os recursos que os alunos precisam para aprender e alcançar todo o seu potencial.”

O projeto agora retorna ao Senado para nova análise.

Foto: Canva

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