Imigrante ilegal que é membro da gangue MS-13 confessa 3 assassinatos

Um cidadão salvadorenho e membro da gangue MS-13 se declarou culpado por seu papel em três assassinatos brutais, incluindo o homicídio do próprio primo, em New Bedford, Dartmouth e Virgínia, sendo que uma das vítimas foi esquartejada, informou a promotoria federal.

Franklin Antonio Amaya Paredes, também conhecido como Mosca ou Tony, de 28 anos, de New Bedford, que está no país ilegalmente, se declarou culpado em um tribunal federal na quarta-feira por participação em organização criminosa envolvendo assassinato, conspiração para participar de organização criminosa envolvendo assassinato e duas acusações de homicídio para favorecer atividades criminosas, segundo a procuradora federal Leah Foley.

A juíza federal Indira Talwani marcou a sentença para o dia 10 de julho.

As acusações têm origem em duas denúncias formais, uma no Distrito de Massachusetts e outra no Distrito Leste da Virgínia, informou Foley. Por acordo, as acusações federais na Virgínia foram transferidas para Massachusetts.

Promotores afirmam que Amaya Paredes participou de três assassinatos. Em um dos crimes, ocorrido em New Bedford em 2018, ele e seus comparsas esquartejaram o corpo da vítima e enterraram os restos mortais em uma área de mata próxima.

De acordo com documentos judiciais, Amaya Paredes era membro da facção Uniones Locos Salvatrucha, da MS-13. O grupo atuava no sudeste de Massachusetts, no norte da Virgínia e em outras partes dos Estados Unidos.

Em 14 de julho de 2020, Amaya Paredes atirou e matou seu primo perto da Horseneck Road, em Dartmouth. Promotores disseram que mensagens de texto mostram que ele convidou a vítima para uma festa de família onde o assassinato ocorreu.

Segundo os promotores, após ser acusado de homicídio pelas autoridades estaduais, Amaya Paredes confessou que matou o primo porque ele não havia se apresentado à liderança da MS-13 ao chegar à região de New Bedford vindo de El Salvador e também não teria contribuído adequadamente para o crescimento da gangue no sudeste de Massachusetts.

Promotores afirmam ainda que, enquanto estava sob custódia estadual, Amaya Paredes conspirou para matar uma testemunha do crime.

Em 25 de agosto de 2018, promotores disseram que Amaya Paredes e outros membros da facção Uniones Locos Salvatrucha se reuniram em New Bedford para matar um associado da facção Directos Locos Salvatrucha, também ligada à MS-13.

A liderança da MS-13 em El Salvador havia aprovado o assassinato por acreditar que a vítima havia traído a organização. Segundo os promotores, eles encontraram a vítima na casa de um membro da gangue em New Bedford e, após jantarem, Amaya Paredes e outros integrantes espancaram e estrangularam a vítima até a morte.

Para cada acusação de participação e conspiração em organização criminosa envolvendo assassinato, Paredes pode pegar pena máxima de prisão perpétua, além de até cinco anos de liberdade supervisionada e multa de 250 mil dólares ou o dobro dos lucros obtidos com as atividades criminosas.

Para cada acusação de homicídio para favorecer organização criminosa, ele enfrenta pena mínima obrigatória de prisão perpétua, além de até cinco anos de liberdade supervisionada e multa de 250 mil dólares.

Foto: SV Información

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