Irã analisa proposta de acordo de paz dos EUA e Paquistão está otimista

O Irã afirmou que está analisando as mais recentes propostas americanas para encerrar a guerra, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o país com uma nova onda de bombardeios caso não seja fechado um acordo que inclua a reabertura do estratégico Estreito de Hormuz para a navegação internacional.

A expectativa de que o conflito de dois meses possa terminar em breve impulsionou os mercados internacionais nesta quinta-feira, mesmo após militares americanos dispararem contra um navio petroleiro iraniano que tentava romper um bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã horas antes. Os acontecimentos ocorreram após dias de mensagens contraditórias do governo Trump sobre sua estratégia para encerrar a guerra.

Trump publicou nas redes sociais que a guerra pode terminar em breve e que os envios de petróleo e gás natural interrompidos pelo conflito poderão ser retomados. No entanto, afirmou que isso depende de o Irã aceitar um suposto acordo, cujos detalhes não foram divulgados.

“Se eles não concordarem, os bombardeios começam”, escreveu Trump.

Um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã vem sendo mantido em grande parte desde 8 de abril. Mesmo assim, conversas presenciais realizadas no Paquistão no mês passado não conseguiram resultar em um acordo definitivo. A guerra começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.

Paquistão diz esperar acordo em breve

“Esperamos um acordo mais cedo do que tarde”, disse Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão. “Esperamos que as partes alcancem uma solução pacífica e sustentável que contribua não apenas para a paz em nossa região, mas também para a paz internacional.”

Ele, porém, se recusou a dar um prazo, afirmando que o Paquistão não divulgará detalhes dos esforços diplomáticos em andamento.

“O que posso dizer, e isso já afirmei antes, é que continuamos positivos, continuamos otimistas e esperamos que a solução aconteça mais cedo do que tarde”, declarou.

Foto: ABC News

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