Um tribunal federal de apelações concordou nesta semana que o presidente Donald Trump pode continuar adiando o pagamento da indenização de US$ 83,3 milhões por difamação à escritora E. Jean Carroll até que a Suprema Corte decida se irá analisar o caso.
Trump recorreu aos ministros da Suprema Corte depois que o plenário do Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos Estados Unidos rejeitou, no fim do mês passado, suas alegações de imunidade presidencial e outras tentativas de evitar o pagamento da quantia.
Carroll, que insiste que os recursos de Trump não têm fundamento, não se opôs ao adiamento desde que o presidente aumentasse sua garantia financeira em US$ 7,5 milhões para cobrir os juros adicionais que deverá pagar caso perca o recurso.
O 2º Circuito concordou com o pedido em uma breve decisão emitida na segunda-feira.
Carroll levou Trump a julgamento civil duas vezes após acusá-lo publicamente, durante o primeiro mandato dele na Casa Branca, de tê-la agredido sexualmente em uma loja de departamentos de Manhattan em meados dos anos 1990. O presidente nega as acusações e quer que a Suprema Corte anule os dois veredictos.
O primeiro júri concluiu que Trump era responsável por abuso sexual contra Carroll e determinou o pagamento de US$ 5 milhões. O veredicto também concluiu que ele posteriormente difamou a escritora em uma declaração feita em 2022.
Os recursos mais recentes dizem respeito ao segundo julgamento. Um júri separado determinou que Trump pagasse US$ 83,3 milhões por difamar Carroll ao negar a história dela quando ela tornou pública a acusação pela primeira vez.
Fotos e arte: CNN




