Advogado do Tesouro pede demissão após Trump criar fundo bilionário para indenizar aliados políticos

Washington, D.C. — O principal diretor jurídico do Departamento do Tesouro renunciou na segunda-feira após o Departamento de Justiça (DOJ) lançar um fundo de US$ 1,8 bilhão “contra instrumentalização política”, que poderá pagar indenizações a condenados pelos atos de 6 de janeiro e a outras pessoas que alegam ter sido alvo injustamente durante o governo Biden.

O presidente Donald Trump nomeou Brian Morrissey para ser o conselheiro-geral do departamento no ano passado, e ele ocupava o cargo havia oito meses. O advogado anteriormente foi principal vice-conselheiro jurídico do Departamento do Tesouro e trabalhou como assessor do ministro da Suprema Corte Clarence Thomas.

Um porta-voz do Tesouro confirmou a saída de Morrissey em comunicado enviado ao The Hill na terça-feira.

“Como conselheiro-geral, Brian Morrissey serviu o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com honra e integridade. Desejamos a ele tudo de melhor em seus próximos desafios”, afirmou o porta-voz.

Em uma carta de renúncia divulgada pelo The New York Times, Morrissey expressou gratidão a Trump e ao secretário do Tesouro, Scott Bessent.

A saída de Morrissey ocorre após a decisão do DOJ, anunciada na segunda-feira, de abrir um fundo de US$ 1,776 bilhão para encerrar o processo movido por Trump contra a Receita Federal dos EUA (IRS). O fundo foi criado para emitir “desculpas formais” a pessoas que busquem acordos alegando terem sido prejudicadas pelo governo.

O Departamento do Tesouro ficará responsável por supervisionar os pagamentos desse fundo em uma conta administrada por um grupo de pessoas nomeadas pelo procurador-geral interino Todd Blanche.

“A máquina do governo nunca deve ser usada como arma contra qualquer americano, e é intenção deste Departamento corrigir os erros cometidos anteriormente, garantindo que isso nunca aconteça novamente”, disse Blanche em comunicado anunciando o fundo.

Foto: LinkedIn

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