O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra estão “avançando muito bem”, ao mesmo tempo em que alertou que os combates continuarão caso um acordo não seja alcançado.
No entanto, ainda existe ceticismo sobre o quão perto a Casa Branca está de finalizar um acordo, especialmente depois que os militares dos EUA anunciaram nesta segunda-feira que realizaram ataques de “autodefesa” no sul do Irã.
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, afirmou em comunicado que os ataques foram realizados “para proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”, acrescentando que os militares estão “agindo com contenção durante o cessar-fogo em andamento”.
Autoridades regionais disseram à Associated Press que o possível acordo entre os EUA e o Irã inclui a reabertura gradual do estreito, em paralelo ao fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Teerã também concordaria em abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, que poderia ser usado para fabricar uma arma nuclear. As autoridades também disseram à AP que o rascunho encerra a guerra entre Israel e o Hezbollah, o grupo militante apoiado pelo Irã.
O secretário de Estado Marco Rubio disse a jornalistas, após a conversa do presidente com líderes do Oriente Médio no fim de semana, que existe forte alinhamento sobre como deve ser um rascunho preliminar do acordo.
“Acho que, como acontece com qualquer coisa desse tipo, vai levar alguns dias para resolver até mesmo divergências sobre uma palavra ou uma frase, então teremos que trabalhar nisso. Se houver um acordo, teremos que superar essas diferenças”, disse Rubio.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse aos jornalistas que, embora entendimentos já tenham sido alcançados sobre “uma grande parte das questões”, ainda há trabalho a ser feito.
PAÍSES ÁRABES
Trump apontou Arábia Saudita e Catar como países que deveriam aderir “imediatamente”, juntamente com Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia. Bahrein e Emirados Árabes Unidos foram os primeiros países a aderirem em 2020.
Ele escreveu que “depois de todo o trabalho realizado pelos Estados Unidos para tentar montar esse quebra-cabeça extremamente complexo, deveria ser obrigatório que todos esses países, no mínimo, assinassem simultaneamente os Acordos de Abraão.”
Trump há muito tempo espera que a Arábia Saudita participe, mas o reino tem mantido a posição de que qualquer acordo de normalização exige primeiro o estabelecimento de um caminho claro para a criação de um Estado palestino. Isso também é fundamental para o Paquistão, que está entre os países que não possuem relações diplomáticas com Israel.
O analista Syed Mohammad Ali, baseado em Islamabad, disse que a posição do Paquistão em relação a Israel permanece inalterada, apesar da mais recente proposta de Trump.
Arte: The Daily Star




