Homem que foi condenado ainda jovem pelos ataques de 6 de janeiro é contratado pelo Pentágono

Um condenado pela invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro está gerando preocupações após ser contratado para trabalhar em um escritório do Pentágono que lida com informações militares sigilosas, segundo uma nova reportagem.

Os repórteres Tara Copp e Salvador Rizzo noticiaram no Washington Post, na terça-feira, que Elias Irizarry foi contratado para trabalhar no Departamento de Defesa, no setor de Operações Especiais e Conflitos de Baixa Intensidade. Segundo quatro pessoas familiarizadas com a situação, a contratação gerou alertas internos.

Irizarry tinha 19 anos quando participou da invasão ao Capitólio em 2021, algo que mais tarde afirmou lamentar. Ele não agrediu ninguém durante os eventos daquele dia, mas um de seus companheiros de viagem, Grayson Sherrill, agrediu um policial. Sherrill foi posteriormente condenado a sete meses de prisão.

Os promotores acusaram Irizarry de apagar dados de seu telefone entre 1º e 8 de janeiro de 2021, observando que havia uma clara “lacuna” de informações nesse período.

O secretário de imprensa interino do Pentágono, Joel Valdez, descreveu Irizarry como “um jovem profissional qualificado e patriota, e temos orgulho de tê-lo como nomeado político”, em comunicado. Segundo a reportagem, Irizarry trabalha em um escritório responsável por assuntos como “segurança de embaixadas, recuperação de pessoal e resgate de reféns”.

Irizarry declarou-se culpado de uma acusação de contravenção por entrar e permanecer em um prédio ou área restrita. Ele foi condenado a 14 dias de prisão após viajar para Washington com outras duas pessoas e entrar no Capitólio por uma janela quebrada.

Irizarry pediu desculpas às viúvas de vários agentes das forças de segurança que perderam a vida e que, segundo ele, “tiveram que enterrar seus companheiros por causa daquele dia horrível”.

“Tenho vergonha porque sempre farei parte dessa desonra”, disse Irizarry durante sua sentença, em 2023. “O dia 6 de janeiro representou algo verdadeiramente horrível; foi o maior ataque à nossa democracia desde a Guerra Civil.”

Foto: The Washington Post

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