WASHINGTON, D.C. — O governo Trump planeja gastar pelo menos US$ 900 milhões em obras no complexo da Casa Branca, valor significativamente maior do que o divulgado anteriormente e que seria financiado principalmente pelos contribuintes, segundo documentos analisados pelo The Washington Post.
Em vez de obter recursos diretamente do Congresso, o governo reuniu dinheiro de outras agências e de doadores privados, direcionando os valores para uma conta pouco conhecida, normalmente usada para despesas rotineiras de manutenção da residência presidencial.
Contratos confidenciais e documentos de planejamento indicam que o dinheiro será usado em projetos de “modernização” da Casa Branca, termo adotado pelo governo para as reformas planejadas pelo presidente Donald Trump, incluindo um luxuoso salão de festas na Ala Leste.
Os documentos mostram como o governo contornou o Congresso para financiar o que poderá se tornar a reforma mais cara da Casa Branca em mais de 80 anos.
Na sexta-feira, um tribunal federal de apelações decidiu que o governo precisa da aprovação do Congresso para continuar a construção do salão da Ala Leste. Trump prometeu recorrer, preparando uma possível disputa na Suprema Corte sobre os limites de sua autoridade.
“O Congresso tem autoridade exclusiva para regulamentar a construção e a demolição de estruturas da Casa Branca”, escreveram os juízes Patricia A. Millett e Bradley N. Garcia.
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