WASHINGTON, D.C. — O governo Trump pediu nesta sexta-feira à Suprema Corte dos Estados Unidos que autorize a conclusão do salão de festas da Casa Branca, intensificando uma disputa judicial que já dura meses em torno do controverso projeto do presidente.
O procurador-geral dos Estados Unidos perante a Suprema Corte, D. John Sauer, afirmou aos ministros que a paralisação das obras, contestadas por um grupo de preservação histórica, ameaça a segurança nacional e a proteção do presidente Donald Trump, de sua família e de funcionários do Poder Executivo.
“Com essa perigosa liminar prestes a entrar em vigor pela primeira vez em 21 de agosto, a ordem de interrupção das obras se torna ainda mais claramente injusta, se não impossível”, escreveu Sauer. Ele pediu à Suprema Corte que permita a continuidade dos trabalhos enquanto a disputa judicial prossegue.
“Hoje, o projeto está 65% concluído em sua totalidade e avança rapidamente em direção à conclusão”, afirmou Sauer.
O projeto inclui um salão de festas destinado a grandes eventos, além de um bunker subterrâneo que, segundo o governo, é necessário por razões de segurança.
O pedido ocorre depois que uma decisão dividida do Tribunal Federal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em 7 de agosto, bloqueou as obras na parte acima do solo da estrutura, avaliada em mais de US$ 400 milhões. A decisão confirmou o entendimento de um juiz federal de que os trabalhos não poderiam continuar sem a aprovação do Congresso.
“Não temos conhecimento de nenhum episódio na história dos Estados Unidos em que um presidente, de forma unilateral e utilizando recursos privados arrecadados, tenha demolido partes substanciais da Casa Branca que o Congresso autorizou construir e que foram pagas pelos contribuintes americanos. Até agora”, escreveu a maioria dos juízes do tribunal de apelações.
Foto: ABC News




