Uma defensora da saúde mental, suspeita de matar o marido, que era policial, foi encontrada morta na segunda-feira, seis dias depois de desaparecer de sua casa em Massachusetts, informaram as autoridades.
Karen Solomon, que defendia melhorias e maior conscientização sobre questões de saúde mental entre policiais, desapareceu depois que seu marido, o policial de Worcester Kurt Solomon, foi encontrado morto na residência do casal pouco antes das 5h30 do dia 18 de agosto. As autoridades haviam identificado Karen Solomon como suspeita e disseram acreditar que ela estava armada.
“Acreditamos que este caso seja um trágico homicídio seguido de suicídio”, afirmou o chefe da Polícia de Worcester, Paul Saucier, durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira.
Duas pessoas que trabalham no Fairlawn Rehabilitation Hospital relataram ter encontrado restos mortais nas proximidades. Policiais foram até o local e encontraram o corpo de uma mulher, disse Saucier. A identificação oficial ainda estava pendente, mas as autoridades afirmaram estar confiantes de que se tratava de Karen Solomon.
Uma arma de fogo encontrada perto do corpo não era uma arma de serviço da Polícia de Worcester, e os investigadores trabalhavam para determinar a quem ela pertencia.
Em 19 de agosto, as autoridades divulgaram imagens de uma câmera de campainha que mostravam Karen Solomon caminhando por uma rua usando camiseta, shorts e chinelos, apenas alguns minutos depois de policiais atenderem a uma ocorrência na casa do casal e encontrarem o corpo do marido.
Kurt Solomon, que trabalhou durante 31 anos no Departamento de Polícia, sofreu ferimentos fatais provocados por um objeto cortante, segundo as autoridades.
O promotor do Condado de Worcester, Joseph Early Jr., afirmou que Karen Solomon estava na residência na manhã da morte do marido e que os investigadores queriam interrogá-la. Um mandado de prisão emitido durante o fim de semana a acusava de agressão com uma arma perigosa.
A polícia distribuiu panfletos com a foto dela para motoristas na região. Uma grande operação de busca, envolvendo autoridades locais, estaduais e federais, concentrou-se na área próxima à casa do casal, em Worcester, e em um reservatório localizado a cerca de 1,6 quilômetro de distância. Drones, barcos e cães farejadores foram utilizados nas buscas.
Karen Solomon, de 58 anos, foi cofundadora do grupo First Help, que atua em defesa da saúde mental de policiais. Ela também escreveu dois livros, “Hearts Beneath the Badge” e “The Price They Pay”, sobre as experiências físicas e psicológicas enfrentadas por profissionais de emergência e segurança pública.
Em uma entrevista de 2020 ao programa Dr. Phil, apresentado por Phil McGraw, Karen afirmou que os departamentos de polícia frequentemente ofereciam pouca assistência às famílias de policiais que tiravam a própria vida.
Fotos e montagem: Revista People




