A Meta concordou em pagar cerca de US$ 17 bilhões para encerrar acusações apresentadas por procuradores-gerais de 29 estados, que afirmam que a empresa desenvolveu intencionalmente plataformas viciantes que prejudicaram a saúde mental de crianças e adolescentes, segundo um documento judicial apresentado nesta quarta-feira.
O acordo encerra uma batalha judicial histórica envolvendo a gigante das redes sociais.
Como parte do acordo, a Meta também concordou em fazer mudanças em suas plataformas, incluindo a criação de limites diários de tempo de uso para adolescentes.
O acerto ocorre pouco mais de uma semana após o início de um julgamento na Califórnia, no qual quatro estados buscavam até US$ 1,4 trilhão em indenizações, além de mudanças nas plataformas da empresa. Adam Mosseri, chefe do Instagram, deveria depor pelo segundo dia nesta quarta-feira, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também tinha depoimento previsto.
Segundo a NBC News e a Reuters, a Meta concordou em pagar até US$ 16,6 bilhões para encerrar o processo.
A Meta há muito tempo nega que suas plataformas prejudiquem crianças e classifica as acusações dos estados como “sem fundamento”. A empresa não admitiu irregularidades como parte do acordo.
“Garantir que adolescentes tenham uma experiência segura e produtiva em nossas plataformas é uma prioridade absoluta para a Meta”, afirmou a empresa. “Queremos fazer isso da maneira correta para pais e adolescentes e, por isso, trabalhamos com os procuradores-gerais estaduais para estabelecer um novo padrão para o setor.”
Foto: Mashable




