Eleições para o Senado dos EUA: 2 disputas decisivas seguem indefinidas no Alasca e Mississippi
Margens apertadas, votos pelo correio e diferentes regras eleitorais mantêm a disputa aberta. Democratas lideram parcialmente nos dois estados, mas ainda não há vencedores confirmados.
WASHINGTON, D.C. — 5 de novembro de 2026. As eleições para o Senado dos EUA continuam sem resultados definidos em duas disputas importantes: Alasca e Mississippi. A apuração das eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3), revela uma diferença pequena entre os principais candidatos nos dois estados.
No Alasca, a democrata Mary Peltola aparece à frente do senador republicano Dan S. Sullivan em uma contagem parcial, enquanto milhares de votos ainda precisam ser processados.
No Mississippi, o democrata Scott Colom ampliou sua vantagem sobre a senadora republicana Cindy Hyde-Smith, mas a diferença permanece pequena diante da quantidade de cédulas pendentes.
As duas disputas chamam a atenção por envolverem estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos e por poderem alterar a composição final do Senado.
Índice
- Resultado das eleições para o Senado dos EUA
- Por que o Alasca ainda não tem vencedor?
- Como funciona o voto por ordem de preferência?
- Mississippi: Scott Colom amplia vantagem
- Por que não existe recontagem automática?
- Impacto das disputas no Congresso
- Quando os resultados serão conhecidos?
- Perguntas frequentes
Eleições para o Senado dos EUA: como estão os resultados no Alasca e Mississippi?
A apuração nos dois estados permanece em andamento, com vantagens estreitas para candidatos democratas.
Na contagem parcial do Alasca divulgada na manhã de quinta-feira (5), Mary Peltola registrava 102.962 votos, contra 102.325 do republicano Dan S. Sullivan.
A diferença era de apenas 637 votos, com aproximadamente 74% da votação estimada contabilizada.
O republicano Gerald Heikes e o independente Daniel J. Sullivan Jr. também participaram da disputa, recebendo votos que poderão ter importância no sistema eleitoral adotado pelo estado.
No Mississippi, dados publicados em 5 de novembro, às 9h01 no horário do Leste, mostravam Scott Colom com 466.689 votos, contra 464.871 de Cindy Hyde-Smith.
A vantagem de Colom era de 1.818 votos, equivalente a aproximadamente 0,19 ponto percentual do total contabilizado.
O candidato independente Ty Pinkins também recebeu cerca de 2% dos votos.
Os números são preliminares e podem mudar à medida que novas cédulas forem processadas.
Por que as eleições no Alasca continuam indefinidas?
A disputa no Alasca possui características que diferenciam o estado de grande parte dos Estados Unidos.
Além da pequena diferença entre os principais candidatos, muitas comunidades ficam em regiões remotas, com acesso limitado por estradas.
Em diversas localidades, o transporte de cédulas e materiais eleitorais depende de aviões e de condições logísticas específicas.
Esse processo pode prolongar o recebimento e a contabilização dos votos.
O Alasca também permite a contabilização de determinadas cédulas enviadas pelo correio após o dia da eleição, desde que respeitados os prazos e requisitos legais.
Segundo o calendário da Divisão de Eleições do Alasca, os votos enviados pelo correio dentro dos Estados Unidos devem chegar até 13 de novembro.
Para algumas cédulas enviadas do exterior, o prazo se estende até 18 de novembro.
Por isso, a pequena liderança de Mary Peltola não representa garantia de vitória.
Como funciona o voto por ordem de preferência no Alasca?
Outro fator importante nas eleições para o Senado dos EUA é o sistema de votação por ordem de preferência, conhecido em inglês como ranked-choice voting.
No Alasca, os eleitores podem classificar os candidatos conforme sua preferência, indicando primeira, segunda e outras opções.
Se um candidato receber mais de 50% dos votos válidos considerados na primeira rodada, poderá vencer sem redistribuição.
Caso nenhum alcance a maioria necessária, o candidato menos votado é eliminado.
Os votos de seus eleitores são então transferidos para o próximo candidato elegível indicado em suas cédulas.
Esse procedimento continua até que um candidato alcance a maioria exigida.
Na eleição de 2026, Mary Peltola e Dan S. Sullivan estavam abaixo de 50% na contagem parcial apresentada em 5 de novembro.
Os votos atribuídos inicialmente aos outros concorrentes poderão ser redistribuídos, dependendo das preferências marcadas pelos eleitores.
A Divisão de Eleições do Alasca informa que os resultados da tabulação por ordem de preferência não estarão disponíveis antes de 18 de novembro de 2026.
Isso significa que o resultado definitivo poderá demorar mais do que em estados com sistemas tradicionais de votação.
Mississippi: Scott Colom amplia vantagem sobre Cindy Hyde-Smith
No Mississippi, a disputa pelo Senado também surpreendeu pela proximidade dos resultados.
A senadora republicana Cindy Hyde-Smith enfrenta Scott Colom, candidato democrata que busca conquistar uma cadeira em um estado historicamente favorável ao Partido Republicano nas eleições federais recentes.
Na quarta-feira (4), Colom possuía uma vantagem de 1.138 votos.
Uma atualização da manhã de quinta-feira (5) ampliou essa diferença para 1.818 votos.
A margem continua suficientemente pequena para que a contabilização das cédulas restantes possa alterar o resultado.
O secretário de Estado do Mississippi, Michael Watson, informou em comunicado oficial de 4 de novembro que aproximadamente 3.600 cédulas enviadas pelo correio ainda estavam pendentes.
Além disso, existia uma quantidade não determinada de votos provisórios, conhecidos localmente como affidavit ballots, sujeitos à verificação das autoridades eleitorais.
Essas cédulas podem influenciar diretamente o resultado em uma disputa decidida por uma diferença tão pequena.
Por que não existe recontagem automática no Mississippi?
Uma particularidade do Mississippi é a ausência de um procedimento geral de recontagem automática acionado exclusivamente por uma margem estreita.
Diferentemente de estados que determinam novas contagens quando a diferença entre candidatos fica abaixo de determinado percentual, o Mississippi não estabelece esse mecanismo automático para essa disputa.
Os próprios candidatos também não podem simplesmente solicitar uma recontagem administrativa pelo fato de a eleição estar apertada.
Depois da certificação dos resultados, poderão existir procedimentos de inspeção de cédulas e contestação judicial, conforme as regras aplicáveis.
Uma eventual recontagem poderá depender de decisão judicial.
Isso torna especialmente importante o trabalho realizado pelas autoridades dos condados na revisão e certificação dos votos.
O secretário de Estado explicou que os 82 condados são responsáveis pela administração local das eleições.
Segundo o comunicado oficial, os resultados certificados devem ser encaminhados ao estado até 13 de novembro.
Como essas eleições podem influenciar o Senado americano?
As eleições para o Senado dos EUA são fundamentais porque o Senado possui poderes importantes sobre o funcionamento do governo federal.
Entre suas responsabilidades estão a aprovação de determinadas nomeações presidenciais, a análise de tratados internacionais e a votação de projetos de lei e questões orçamentárias.
Cada estado americano possui dois senadores, independentemente de sua população.
Os senadores cumprem mandatos de seis anos, com renovação parcial da Casa a cada dois anos.
Uma vitória democrata no Mississippi ou no Alasca poderia representar uma mudança importante na representação política desses estados.
Mesmo quando o controle partidário do Senado já está projetado, a definição das últimas cadeiras influencia a margem de atuação da maioria e o equilíbrio das negociações legislativas.
Por isso, resultados decididos por poucas centenas ou milhares de votos podem receber grande atenção nacional.
Quando os vencedores serão oficialmente conhecidos?
Os prazos variam entre os dois estados.
No Mississippi, os condados têm até 13 de novembro para enviar seus resultados certificados.
O secretário de Estado deverá concluir os procedimentos estaduais posteriores conforme o calendário eleitoral.
No Alasca, a contagem exige mais tempo devido ao recebimento de votos ausentes e à eventual redistribuição das preferências dos eleitores.
A tabulação por ordem de preferência está prevista para ficar disponível a partir de 18 de novembro.
É importante distinguir os resultados preliminares divulgados durante a apuração das certificações oficiais.
Uma vantagem parcial não significa vitória confirmada.
A Rádio Insuperável News continuará acompanhando o processo e as consequências políticas para os Estados Unidos.
Para outras notícias sobre a política americana, acesse a seção de Notícias da Rádio Insuperável.
Perguntas frequentes sobre as eleições para o Senado dos EUA
Quem está liderando a eleição no Alasca?
Na atualização parcial apresentada em 5 de novembro de 2026, a democrata Mary Peltola liderava o republicano Dan S. Sullivan por 637 votos. O resultado ainda não era definitivo.
Quem está vencendo a eleição no Mississippi?
Scott Colom, do Partido Democrata, aparecia com vantagem de 1.818 votos sobre a republicana Cindy Hyde-Smith na atualização das 9h01 de 5 de novembro.
Por que a apuração do Alasca demora tanto?
O Alasca possui comunidades remotas, prazos de recebimento de votos enviados pelo correio e um sistema de votação por ordem de preferência que pode exigir rodadas adicionais de contabilização.
Quando será feita a redistribuição dos votos no Alasca?
A Divisão de Eleições informa que a tabulação por ordem de preferência não estará disponível antes de 18 de novembro de 2026.
O Mississippi terá recontagem automática?
Não. O estado não possui um mecanismo geral de recontagem automática para essa disputa com base apenas na margem estreita. Contestações e eventuais revisões dependem dos procedimentos legais aplicáveis.
Quem é Cindy Hyde-Smith?
Cindy Hyde-Smith é uma senadora republicana do Mississippi que busca a reeleição em 2026.
Essas eleições podem alterar a composição do Congresso?
Sim. Cada cadeira do Senado influencia a representação partidária e a capacidade de negociação dos legisladores, mesmo quando o controle geral da Casa já está projetado.
Rádio Insuperável News | Massachusetts, Estados Unidos
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1. Alaska Division of Elections
Consultar resultados eleitorais do Alascahttps://www.elections.alaska.gov/election-results/
2. Mississippi Secretary of State
Ler comunicado oficial do Mississippihttps://www.sos.ms.gov/news/official-statement-election-update
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