Governadora Maura Healey lança iniciativa para limitar preços de ingressos de shows e jogos

BOSTON, Mass. — A governadora Maura Healey anunciou uma nova iniciativa na quinta-feira com o objetivo de combater os altos preços dos ingressos revendidos para shows e eventos esportivos.

A iniciativa, conhecida como Great Divide Act, faz referência ao cantor e compositor de folk-pop Noah Kahan, que acaba de fazer história como o primeiro artista a realizar quatro shows consecutivos com ingressos esgotados no Fenway Park, na semana passada.

Kahan também tem se manifestado abertamente contra práticas abusivas de revenda de ingressos e ajudou a defender um projeto de lei semelhante em Vermont.

“Comprar um ingresso para um show ou concerto não deveria parecer ganhar na loteria”, disse a governadora Maura Healey.

A nova iniciativa limitaria o preço de revenda dos ingressos a 110% do valor original. Isso significa que um ingresso que custa US$ 100 não poderia ser revendido em sites como StubHub ou SeatGeek por mais de US$ 110.

“Eu amo meus fãs e quero protegê-los de todas as maneiras que puder”, disse Kahan em uma mensagem de vídeo.

“Na semana passada, durante os shows dele aqui, os fãs tiveram muitas dificuldades com essa experiência no mercado secundário”, disse o senador estadual Dylan Fernandes, democrata que representa Plymouth e Barnstable.

Fernandes, que trabalhou com a governadora nessa proposta, disse que o ingresso mais caro para os shows de Noah Kahan no Fenway Park, na semana passada, tinha preço oficial de US$ 400, enquanto o preço médio dos ingressos era de US$ 125. No entanto, segundo ele, os ingressos revendidos no StubHub para o show de sexta-feira custavam entre US$ 900 e vários milhares de dólares.

“Os artistas, sozinhos, não conseguem combater a manipulação do mercado feita pelos revendedores do mercado secundário”, disse Kahan no vídeo.

“Isso acontece muito. É revoltante, é injusto e simplesmente custa caro demais”, disse Healey.

“Os preços estão ficando tão absurdos que as pessoas comuns não conseguem mais pagar para ir a esses eventos”, disse Lisa Delfini, que está visitando Boston e veio de Connecticut. “Taylor Swift é um exemplo perfeito, certo? Esses ingressos estão chegando a US$ 8 mil, US$ 10 mil. Jogos dos Patriots, a mesma coisa, US$ 800, US$ 900, US$ 1 mil, US$ 1.200 por ingresso. É uma loucura.”

A proposta também reduziria as taxas adicionais cobradas por empresas de revenda, como StubHub e SeatGeek, limitando-as a 10% do custo total do ingresso revendido.

“Isso vai fazer com que as pessoas economizem mais US$ 40, US$ 50, US$ 60 e, às vezes, mais de US$ 100 em cada ingresso”, disse Healey.

A proposta também proibiria a venda de ingressos especulativos, que são anunciados para venda sem que o vendedor esteja, de fato, em posse deles.

“Ouvimos falar de alguns casos assim durante a Copa do Mundo, quando pessoas entraram na internet, compraram ingressos, ou pensaram que estavam comprando, chegaram a Foxboro e descobriram que aqueles ingressos nunca haviam sido transferidos”, disse Healey.

“O estado, o governo federal, quem quer que possa fazer alguma coisa a respeito, deveria estar fazendo”, disse Delfini.

Foto: WBUR

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