DUBAI, Emirados Árabes Unidos — O Irã ampliou seus alvos na terça-feira ao atacar a Embaixada dos EUA na Arábia Saudita, enquanto Washington começou a retirar grande parte de seu pessoal do Oriente Médio. Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã com ataques aéreos no que o presidente Donald Trump sugeriu ser apenas o início de uma guerra que interrompeu severamente o fornecimento mundial de petróleo e gás, o transporte marítimo internacional e as viagens aéreas.
O conflito se intensificou ainda mais em seu quarto dia, com Israel enviando novas tropas terrestres ao Líbano e explosões ecoando na capital iraniana. Centenas de pessoas foram mortas, a grande maioria no Irã.
A escalada da guerra levantou questionamentos sobre quando e como ela terminará. Trump disse que o conflito poderia durar de quatro a cinco semanas — mas que os EUA estavam preparados para prolongá-lo, se necessário. Ele também deixou em aberto a possibilidade de um envolvimento militar americano mais amplo, afirmando ao New York Post, na segunda-feira, que não descartava o envio de tropas terrestres.
Ainda assim, os objetivos do governo permanecem pouco claros. Os ataques iniciais de EUA e Israel mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e Trump instou os iranianos a derrubarem seu governo.
Desde então, porém, altos funcionários do governo afirmaram que a mudança de regime não era o objetivo. O anúncio inicial de Trump sobre os ataques listava várias queixas, desde preocupações com os programas nuclear e de mísseis do Irã até questões relacionadas à sua liderança.
Um ataque com dois drones à Embaixada dos EUA em Riad causou um “incêndio limitado”, segundo o Ministério da Defesa da Arábia Saudita, e a embaixada orientou americanos a evitarem o complexo. O ataque ocorreu após um atentado contra a Embaixada dos EUA no Kuwait, que anunciou na terça-feira estar fechada por tempo indeterminado.
O Departamento de Estado dos EUA ordenou a evacuação de funcionários não essenciais e familiares no Kuwait, Bahrein, Iraque, Catar, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Além disso, os EUA instaram seus cidadãos a deixarem mais de uma dúzia de países do Oriente Médio. No entanto, com grande parte do espaço aéreo fechado, muitos permaneceram retidos.
Os ataques dos EUA e de Israel mataram ao menos 787 pessoas, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. Em Israel, onde mísseis iranianos atingiram vários locais, 11 pessoas morreram. O grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, também atacou Israel, cujos bombardeios retaliatórios mataram 52 pessoas no Líbano.
As Forças Armadas dos EUA confirmaram seis mortes de militares americanos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos, uma no Kuwait e outra no Bahrein.
Foto: The Guardian




