Influenciadores MAGA criticam a decisão dos EUA de atacar o Irã

Tucker Carlson, Megyn Kelly e Matt Walsh estão entre os que manifestaram insatisfação. Isso foi percebido na Casa Branca, que tem adotado uma postura defensiva nas redes sociais e em entrevistas.

É verdade que esses críticos são minoria na chamada “MAGAesfera” da mídia, onde as maiores estrelas da Fox News continuam apoiando entusiasticamente. Mas suas declarações ilustram a influência da mídia conservadora e o quanto ela é valiosa para Trump quando tudo funciona como uma máquina bem ajustada e, em contraste, o tamanho do problema que pode representar quando há divisões.

Grande parte das críticas tem se concentrado na influência de Israel sobre a decisão de Trump de entrar na guerra. Carlson, ex-estrela da Fox News que construiu sua própria operação independente, disse à ABC News no fim de semana que o ataque foi “absolutamente repugnante e maligno”.

“É difícil dizer isso, mas os Estados Unidos não tomaram essa decisão. Benjamin Netanyahu tomou”, afirmou Carlson em seu podcast, referindo-se ao primeiro-ministro de Israel.

Kelly, outra ex-âncora da Fox que hoje atua de forma independente, disse em seu programa, sobre baixas americanas, que “ninguém deveria ter que morrer por um país estrangeiro”.

“Não acho que esses militares tenham morrido pelos Estados Unidos”, disse Kelly. “Acho que morreram pelo Irã ou por Israel.”

As declarações do secretário de Estado Marco Rubio antes de uma coletiva no Capitólio geraram controvérsia. Rubio afirmou que Trump havia autorizado a operação sabendo que Israel estava preparado para atacar e temendo retaliação iraniana contra bases americanas na região.

“Sabíamos que, se não agíssemos preventivamente contra eles antes que lançassem aqueles ataques, sofreríamos mais baixas”, disse Rubio. O presidente da Câmara, Mike Johnson, republicano da Louisiana, afirmou que, se o governo Trump não tivesse agido, os legisladores teriam questionado o motivo.

Walsh, apresentador do Daily Wire, escreveu no X que Rubio estava “basicamente nos dizendo que estamos em guerra com o Irã porque Israel nos forçou a agir. Isso é praticamente a pior coisa que ele poderia ter dito”.

O presidente republicano disse à jornalista Rachael Bade, em entrevista, que não acredita que as opiniões de Carlson e Kelly sejam compartilhadas por sua base de apoiadores. “Acho que MAGA é Trump”, afirmou. “MAGA não são os outros dois.”

A ex-deputada republicana Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, que passou a se posicionar como influenciadora e figura midiática após romper de forma amarga com Trump, disse no podcast de Kelly que estava furiosa com a ação militar dos EUA. “Make America Great Again”, afirmou Greene, “era para ser América em primeiro lugar, não Israel em primeiro lugar.”

Fotos e arte: The Hill

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