Meta é multada em US$ 375 milhões por prejudicar crianças

SANTA FÉ, Novo México — Um júri do Novo México determinou, na terça-feira, que a Meta prejudicou conscientemente a saúde mental de crianças e ocultou o que sabia sobre exploração sexual infantil em suas plataformas de mídia social, um veredicto que sinaliza uma mudança de rumo contra empresas de tecnologia e uma maior disposição do governo em reprimir essas práticas.

A decisão histórica vem após um julgamento de quase sete semanas, enquanto jurados em um tribunal federal na Califórnia permanecem isolados, deliberando há mais de uma semana sobre se a Meta e o YouTube devem ser responsabilizados em um caso semelhante.

Os jurados do Novo México concordaram com os promotores estaduais, que argumentaram que a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, priorizou os lucros em detrimento da segurança e violou partes da Lei de Práticas Desleais do estado.

O júri também concordou com as alegações de que a Meta fez declarações falsas ou enganosas e concluiu que a empresa se envolveu em práticas comerciais “inaceitáveis”, explorando de forma injusta a vulnerabilidade e a inexperiência de crianças.

Os jurados concluíram que houve milhares de violações, cada uma contada separadamente para compor uma penalidade de 375 milhões de dólares, valor inferior a um quinto do que os promotores buscavam.

A Meta é avaliada em cerca de 1,5 trilhão de dólares, e as ações da empresa subiram 5% nas negociações após o fechamento do mercado depois do veredicto, indicando que os investidores minimizaram o impacto da decisão.

A jurada Linda Payton, de 38 anos, disse que o júri chegou a um acordo sobre o número estimado de adolescentes afetados pelas plataformas da Meta, optando pela penalidade máxima por violação. Com uma multa de até 5.000 dólares por infração, ela afirmou acreditar que cada criança merecia o valor máximo.

O conglomerado de mídia social não será obrigado a mudar suas práticas imediatamente. Caberá a um juiz e não ao júri determinar se as plataformas da Meta criaram um incômodo público e se a empresa deverá financiar programas públicos para lidar com os danos. Essa segunda fase do julgamento ocorrerá em maio.

Um porta-voz da Meta afirmou que a empresa discorda do veredicto e irá recorrer.

Foto: Browser Act

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