Missão Artemis II está bem perto de passar pelo lado escuro da Lua, entenda

HOUSTON, Texas — Com a Lua surgindo cada vez maior no horizonte, os astronautas da missão Artemis II avançaram nesta segunda-feira para estabelecer um novo recorde de distância da Terra, durante um sobrevoo lunar que promete vistas do lado oculto nunca antes observadas a olho nu.

O sobrevoo de seis horas é o ponto alto do primeiro retorno da NASA à Lua desde a era Apollo, com três americanos e um canadense, um passo rumo ao objetivo de levar humanos ao polo sul lunar dentro de apenas dois anos.

Um prêmio e o direito de se gabar aguardam a equipe da Artemis II.

Menos de uma hora antes de iniciar o sobrevoo e as intensas observações lunares, os quatro astronautas estavam prestes a se tornar os seres humanos mais distantes da Terra na história, superando o recorde de 248.655 milhas (400.171 quilômetros), estabelecido pela Apollo 13 em abril de 1970.

O controle da missão esperava que a Artemis II superasse esse recorde em mais de 4.100 milhas (6.600 quilômetros).

A Artemis II utiliza a mesma manobra empregada pela Apollo 13 após a explosão do tanque de oxigênio, marcada pela famosa frase “Houston, tivemos um problema”, que acabou com qualquer chance de pouso na Lua.

Conhecida como trajetória lunar de retorno livre, essa rota sem pouso aproveita a gravidade da Terra e da Lua, reduzindo a necessidade de combustível. Trata-se de um movimento em forma de oito no espaço que colocará os astronautas no caminho de volta para casa assim que emergirem por trás da Lua, na noite de segunda-feira.

O comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover, Christina Koch e o canadense Jeremy Hansen estavam a caminho de passar a uma distância mínima de cerca de 4.070 milhas (6.550 quilômetros) da Lua, enquanto a cápsula Orion realiza uma curva de retorno e segue de volta à Terra. A viagem de retorno levará quatro dias, com um pouso no Oceano Pacífico encerrando o voo de teste na sexta-feira.

Wiseman e sua equipe passaram anos estudando a geografia lunar para se preparar para o evento, além de incluírem eclipses solares em seu treinamento nas últimas semanas. Ao lançarem na quarta-feira passada, garantiram a observação de um eclipse solar total a partir de sua posição atrás da Lua, graças à mecânica do cosmos.

No topo da lista de objetivos científicos está a Bacia Orientale, uma extensa bacia de impacto com três anéis concêntricos, sendo o mais externo com quase 600 milhas (950 quilômetros) de extensão.

Outros alvos de observação incluem os locais de pouso das missões Apollo 12 e 14, além das regiões próximas ao polo sul lunar, local preferido para futuras missões tripuladas. Mais ao longe, Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno, além da Terra também poderão ser vistos.

Foto: Imagem criada com I.A.

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