BOSTON, Mass. — O governo Trump processou a Universidade Harvard nesta sexta-feira, acusando a instituição de violar os direitos civis de pessoas judias e israelenses, em uma escalada do conflito de um ano entre o governo e a universidade da Ivy League.
O governo passou meses investigando Harvard e tentando forçar um acordo com a instituição, principal alvo da campanha da Casa Branca para reformular o ensino superior americano. No entanto, o processo, mais de seis meses após um juiz bloquear a tentativa inicial de cortar o financiamento federal de pesquisas da universidade representa uma nova ameaça à instituição.
Na ação, apresentada no Tribunal Distrital Federal em Boston, o governo Trump afirmou que Harvard “fechou os olhos para o antissemitismo e a discriminação contra judeus e israelenses”.
“Os Estados Unidos não podem e não irão tolerar essas falhas e entram com esta ação para obrigar Harvard a cumprir o Título VI e recuperar bilhões de dólares em subsídios de contribuintes concedidos a uma instituição discriminatória”, acrescenta o processo.
Harvard não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. No passado, líderes da universidade reconheceram problemas durante protestos relacionados à guerra em Gaza, mas também afirmaram ter tomado medidas para lidar com essas questões.
O processo marca a segunda vez em menos de um mês que o governo entra com ação contra uma universidade por supostas violações de direitos civis.
No mês passado, o Departamento de Justiça afirmou que a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), tolerou “atos grosseiramente antissemitas” e ignorou pedidos de ajuda de funcionários judeus e israelenses.
O Departamento de Justiça disse que a UCLA também “fechou os olhos” a mesma expressão usada no processo contra Harvard.
Foto: MassLive.




