O presidente Donald Trump afirmou que o Irã deseja negociar, mas alertou que ainda pode realizar ataques contra a República Islâmica devido à violenta repressão aos protestos que desafiam o regime.
Ativistas dizem que centenas de pessoas foram mortas pelas forças de segurança na tentativa de sufocar a agitação, enquanto o país permanece isolado do mundo por um bloqueio de internet e telefonia que já dura dias.
Um vídeo que circulou na internet no domingo foi geolocalizado pela NBC News em um centro médico forense nos arredores da capital, Teerã. As imagens mostram dezenas de corpos em sacos pretos espalhados pelo chão ao ar livre, enquanto é possível ouvir lamentos e choro de pessoas que caminham pela área.
Em meio à crise, Trump disse a repórteres a bordo do Air Force One, no fim do domingo, que líderes iranianos entraram em contato com ele e “querem negociar”. Ele acrescentou que “uma reunião está sendo organizada”, mas alertou que “podemos ter que agir por causa do que está acontecendo antes da reunião”.
Trump afirmou ainda que “os militares estão analisando” algumas “opções muito fortes”. Questionado sobre uma possível retaliação do Irã, declarou: “Se eles fizerem isso, nós os atingiremos em níveis que nunca foram atingidos antes”.
De acordo com três autoridades dos EUA, o presidente recebeu planos preliminares que vão desde possíveis ataques até outras alternativas que não envolveriam ação militar. Nenhuma decisão final foi tomada, segundo as fontes.
Autoridades iranianas indicaram que estão dispostas a dialogar, embora continuem alertando contra qualquer ataque.
A situação estaria agora “sob controle total”, afirmou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante uma reunião com embaixadores estrangeiros em Teerã. Ele responsabilizou os Estados Unidos e Israel pela violência, sem apresentar provas.
“As manifestações se tornaram violentas e sangrentas para dar uma desculpa ao presidente americano para intervir”, disse Araghchi, de acordo com a rede de notícias Al Jazeera, de propriedade do Catar.
Foto: The Guardian







