O deputado democrata Pete Aguilar, presidente do Caucus Democrata na Câmara dos Deputados dos EUA, afirmou nesta terça-feira que não apoia os esforços de alguns colegas para abrir um novo processo de impeachment contra o atual presidente Donald Trump. Segundo ele, embora o impeachment seja uma ferramenta legítima, os democratas não têm confiança de que os republicanos — que atualmente controlam a Câmara e o Senado — levariam o processo adiante de forma séria.
Trump, que já foi alvo de dois processos de impeachment durante seu primeiro mandato e absolvido em ambos pelo Senado, voltou à presidência e está no início de seu segundo mandato. Agora, com novas acusações sendo levantadas, o tema reacende debates dentro do Partido Democrata, embora haja divisões internas sobre como agir.
Na segunda-feira, o deputado Shri Thanedar, de Michigan, apresentou sete artigos de impeachment contra Trump, acusando o presidente de obstrução de justiça, abuso de poder, corrupção, entre outras violações constitucionais. Outro parlamentar, Al Green, do Texas, também indicou que pretende apresentar uma nova proposta de impeachment.
Apesar disso, a maioria dos democratas não demonstrou apoio à iniciativa, considerando as baixas chances de avanço em um Congresso dominado pelos republicanos. Três deputados que inicialmente apoiaram a proposta de Thanedar pediram para retirar seus nomes do projeto, alegando que a liderança do partido não havia sido consultada.
Trump reagiu aos novos pedidos de impeachment durante um comício, ironizando a iniciativa: “Lá vamos nós de novo. Um cara que eu nunca ouvi falar… disse que vai começar meu impeachment. O que foi que eu fiz agora?”
Enquanto isso, Thanedar enfrenta desafios dentro do próprio partido. Esta semana, dois novos pré-candidatos democratas anunciaram que vão disputar sua vaga no Congresso nas eleições do próximo ano, o que pode enfraquecer ainda mais sua posição.
Foto: Jim WATSON / AFP



