Dois novos juízes começaram a atuar na Corte de Imigração de Detroit na semana passada. As nomeações acontecem após outras duas feitas em abril e março para a única corte de imigração do estado, o que significa que a maioria dos juízes do tribunal de imigração de Michigan começou no cargo neste ano.
E nenhum dos novos juízes que comandam casos que frequentemente resultam em deportações aparenta ter experiência recente em cortes de imigração, segundo informações fornecidas pelo Executive Office for Immigration Review, agência do Departamento de Justiça dos EUA responsável por supervisionar as cortes de imigração.
Os novos juízes assumem seus cargos enquanto cortes de imigração em todo o país enfrentam uma grande rotatividade. No último ano, centenas de juízes se aposentaram ou foram demitidos, enquanto o governo do presidente Donald Trump intensifica a promessa de realizar a maior deportação em massa da história do país.
Ao mesmo tempo, os tribunais enfrentam um sufocante acúmulo de processos. Até março, a Corte de Imigração de Detroit tinha mais de 31 mil casos acumulados, segundo um projeto de registros coordenado pela Universidade de Syracuse.
Dois dos novos juízes de Detroit estão entre 77 magistrados recém-empossados, no que autoridades federais estão chamando de a maior turma de novos juízes de imigração da história.
O governo federal fornece informações conflitantes sobre os requisitos para se tornar um juiz de corte de imigração. Embora experiência anterior em uma corte de imigração não seja obrigatória, ela é considerada preferencial, segundo o Executive Office for Immigration Review.
Os quatro novos juízes da Corte de Imigração de Detroit obtiveram seus diplomas de Direito há pelo menos 10 anos, mas nem todos exerceram advocacia de forma consistente em Michigan. Um atuou como promotor na região metropolitana de Detroit, enquanto outro deixou de advogar para buscar um diploma avançado no Hillsdale College, uma conhecida instituição conservadora. O terceiro atuou principalmente em tribunais federais de Illinois e Indiana, enquanto a biografia do quarto novo juiz sequer inclui histórico profissional dos últimos 13 anos.
Foto: CAIR – Chicago




