Maduro contrata advogada que defendeu rapper P. Diddy

Manhattan, N.Y. — Nicolás Maduro adicionou à sua equipe de defesa uma advogada que representou o magnata do hip-hop Sean “Diddy” Combs em seu julgamento, segundo registros judiciais divulgados nesta quinta-feira, enquanto o ex-presidente venezuelano se prepara para enfrentar as acusações de tráfico de drogas apresentadas contra ele nos Estados Unidos.

Anna Estevao, do escritório de advocacia Harris Trzaskoma, integrou a equipe que conseguiu a absolvição de Combs das acusações de tráfico sexual e associação criminosa, crimes que poderiam resultar em prisão perpétua.

Combs foi considerado culpado por duas acusações menores relacionadas à prostituição e cumpre uma pena de 50 meses de prisão em uma unidade federal em Nova Jersey. Ele está recorrendo tanto da condenação quanto da sentença.

Maduro se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Ele está preso no Brooklyn enquanto aguarda julgamento.

Estevao foi adicionada à equipe de defesa dois dias depois de o escritório Harris Trzaskoma anunciar que Barry Pollack, advogado de defesa de Maduro baseado em Washington, havia se juntado à firma. Pollack trabalhava anteriormente no escritório Harris St. Laurent.

Durante o julgamento de Combs, Estevao interrogou uma das principais testemunhas da acusação, Casandra Ventura, ex-namorada do artista. Ventura acusou o fundador da Bad Boy Records de forçá-la a participar de apresentações sexuais degradantes.

A advogada apresentou aos jurados e-mails e mensagens de texto, algumas com conteúdo sexual explícito, trocadas no início do relacionamento entre Combs e Ventura, numa tentativa de retratá-la como participante voluntária dos encontros sexuais movidos a drogas.

Maduro deve comparecer ao tribunal federal de Manhattan em 30 de junho para uma audiência na qual seus advogados devem discutir as moções preliminares que pretendem apresentar para tentar obter a rejeição das acusações.

Pollack sinalizou que está preparado para contestar a legalidade do que classificou como o “sequestro” de Maduro pelas forças militares dos Estados Unidos durante uma operação realizada em 3 de janeiro, em sua residência, em Caracas.

Fotos e arte: The Sunday Guardian

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