WASHINGTON, D.C. — O Pentágono está avaliando sua presença militar no Oriente Médio, em um primeiro sinal de que a guerra com o Irã poderá transformar a atuação dos Estados Unidos na região, segundo o que oito autoridades e pessoas familiarizadas com as discussões disseram ao Washington Post.
Um dos principais pontos em análise pelo Departamento de Defesa é uma possível redução do número de militares no Golfo Pérsico, onde grandes bases americanas foram atingidas por meses de ataques iranianos, segundo duas fontes.
Os danos às instalações abriram uma oportunidade rara para o Pentágono reconsiderar sua estrutura militar na região. O Departamento de Defesa já indicou que algumas bases podem não ser reconstruídas da mesma forma que antes do conflito.
A avaliação é liderada pelo setor de políticas do Pentágono, com participação do Estado-Maior Conjunto e do Comando Central dos Estados Unidos, segundo uma autoridade que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, ainda não determinou uma revisão formal da presença militar americana. Segundo a autoridade, trata-se de um “planejamento prudente” que poderá orientar futuras decisões do governo sobre a reconstrução das bases danificadas durante a guerra.
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