Washington, D.C. — O cofundador da Microsoft, Bill Gates, disse ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga a condução das apurações do governo sobre Jeffrey Epstein, que ele “nunca fez mal a ninguém” e que encontrar-se com Epstein “foi um grave erro de julgamento”, de acordo com suas declarações preparadas para a abertura de seu depoimento.
Gates está sendo questionado nesta quarta-feira sobre seu relacionamento com o falecido financista, em uma das entrevistas de maior destaque realizadas pelo Comitê de Supervisão desde o início da investigação sobre a forma como o governo conduziu os casos envolvendo o notório criminoso sexual.
“Eu nunca testemunhei nem tive qualquer indicação de que Epstein estivesse envolvido em atividades criminosas contínuas. Nunca fui à sua ilha, ao seu rancho ou à sua casa na Flórida. Nunca fiz mal a ninguém”, declarou Gates em seu depoimento a portas fechadas, segundo uma cópia de sua declaração de abertura preparada.
Gates afirmou que Epstein procurou “cultivar um relacionamento pessoal” com ele, mas disse que seu foco era utilizar os contatos de Epstein para recrutar novos doadores para sua iniciativa global de saúde.
Segundo a declaração, Gates disse que “se lembra de saber que Epstein havia enfrentado problemas legais anteriormente”, mas acrescentou que “não compreendia totalmente a extensão dos crimes que ele cometeu”.
Ele também afirmou ao comitê que Epstein obteve “informações sensíveis sobre minha vida pessoal”, incluindo o fato de que ele havia sido infiel em seu casamento com Melinda French Gates.
Em breves comentários a jornalistas na manhã desta quarta-feira, ao chegar para o depoimento, Gates disse: “Começarei com uma declaração de abertura na sala da audiência. Espero que meu testemunho seja útil para o trabalho, um trabalho importante do comitê para buscar justiça para as vítimas.”
Foto: WFMZ TV




