O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos planeja incluir a assinatura do presidente Donald Trump em todo o novo papel-moeda americano, anunciou a agência na quinta-feira.
A medida seria inédita para um presidente em exercício, já que, tradicionalmente, o papel-moeda dos EUA traz as assinaturas do Secretário do Tesouro e do Tesoureiro, e não do presidente.
Os planos também fazem parte de um esforço em andamento para colocar o rosto de Trump em uma moeda, o que gerou críticas, já que a lei federal proíbe a representação de um presidente vivo na moeda dos Estados Unidos.
No início deste mês, uma comissão federal de artes aprovou o design final de uma moeda comemorativa de ouro 24 quilates com a imagem de Trump para celebrar o aniversário de 250 anos dos Estados Unidos, em 4 de julho. A votação da Comissão de Belas Artes dos EUA, cujos membros são apoiadores do presidente republicano e foram nomeados por ele no início deste ano, ocorreu sem objeções.
O Tesouro afirma que o plano de incluir a assinatura de Trump no novo papel-moeda tem como objetivo homenagear o 250º aniversário do país, e que a assinatura do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, também aparecerá nas cédulas.
Bessent disse, em comunicado, que “não há maneira mais poderosa de reconhecer as conquistas históricas de nosso grande país” do que com notas de dólar que levem o nome de Trump.
Em 1862, o Congresso autorizou o Secretário do Tesouro a projetar e imprimir papel-moeda, conhecido como “greenbacks”, para financiar a Guerra Civil.
O Bureau de Gravura e Impressão dos EUA é responsável por produzir todo o papel-moeda, enquanto a Casa da Moeda dos EUA produz todas as moedas. De acordo com o Federal Reserve, mais de 2 trilhões de dólares em notas estão em circulação.
Democratas criticaram a medida, em parte porque o anúncio ocorre enquanto os americanos enfrentam o aumento do custo de vida, especialmente com alimentos e combustíveis. A guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, elevou os preços do petróleo e do gás, aumentando as preocupações econômicas.
A deputada Shontel Brown publicou na rede X, na noite de quinta-feira, que o plano do Tesouro é “nojento e antiamericano. Mas pelo menos vai nos lembrar a quem agradecer quando pagarmos mais por gasolina, bens e alimentos”.
Foto e arte: Perfil Inside History com I.A.




