A economia dos Estados Unidos teve uma leve retração no início do segundo mandato do presidente Donald Trump. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu 0,3% no ritmo anualizado nos três primeiros meses de 2025 — uma queda significativa em relação ao crescimento de 2,4% registrado no último trimestre de 2024.
O principal motivo apontado para essa desaceleração foi o aumento expressivo das importações, que subiram mais de 40% no início do ano. Muitas empresas correram para estocar produtos antes da entrada em vigor de novas tarifas comerciais, o que acabou impactando negativamente o cálculo do PIB — já que, pela fórmula usada nos EUA, importações são subtraídas do total para evitar contabilizar produtos feitos fora do país.
Além disso, os gastos do governo federal caíram cerca de 5% no mesmo período, o que também contribuiu para o resultado negativo.
Economistas já esperavam uma desaceleração no começo do ano, mas o número divulgado ficou abaixo das previsões. Analistas da S&P Global Ratings alertaram que esse tipo de queda pode não refletir uma fraqueza real da economia, mas sim um efeito temporário causado pela antecipação de importações.
Mesmo com o recuo no PIB, alguns indicadores seguem positivos. A taxa de desemprego continua em níveis historicamente baixos e a criação de empregos, embora mais lenta, ainda é sólida. A inflação também deu sinais de alívio em março, ficando bem abaixo do pico registrado em 2022.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, comentou recentemente que a economia americana segue em “condição sólida”, mas destacou sinais de possível desaceleração. “A vida passa rápido”, disse ele em um evento em Chicago, sugerindo cautela diante de mudanças rápidas no cenário econômico.
Foto: Leah Millis/Reuters




