O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que o governo Trump está elaborando planos para interromper o processamento de viajantes internacionais e cargas em grandes aeroportos dos Estados Unidos localizados em “cidades santuário”, que se recusaram a cooperar com a repressão imigratória.
A medida poderia efetivamente paralisar viagens aéreas internacionais e o comércio em grandes aeroportos de estados democratas, justamente quando milhões de turistas estrangeiros devem chegar para o início da Copa do Mundo da FIFA no próximo mês.
Mullin disse ao apresentador Sean Hannity, da Fox News Channel, em entrevista exibida na terça-feira, que se reuniu com autoridades da Casa Branca, mas afirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre seguir adiante com o plano.
“Atualmente estamos, embora ainda não estejamos iniciando isso, elaborando planos”, disse Mullin.
“Não deveríamos estar processando voos internacionais para essas cidades”, acrescentou, em referência às cidades santuário, onde, segundo ele, “democratas radicais de esquerda locais não estão permitindo que façamos nosso trabalho e apliquemos as leis federais”.
Na semana passada, a Reuters e outros veículos relataram que Mullin disse privadamente a executivos do setor de viagens que seu departamento poderia optar por interromper o processamento alfandegário e de imigração de viajantes internacionais.
O Departamento de Justiça dos EUA publicou uma lista das chamadas cidades e estados santuário, incluindo várias cidades com grandes aeroportos internacionais.
Entre elas estavam Boston, Denver, Filadélfia, Chicago, Los Angeles, Nova York, Newark, Seattle e San Francisco.
Os democratas afirmam que são necessárias reformas para conter abusos cometidos pelo ICE e pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, incluindo a morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis em janeiro.
A U.S. Travel Association, que representa grandes companhias aéreas, hotéis, locadoras de veículos e outras empresas do setor de turismo, informou à Reuters na sexta-feira que seus representantes se reuniram com Mullin.
Mullin “confirmou seus comentários anteriores de que o governo está considerando retirar agentes da CBP de aeroportos internacionais em determinadas cidades santuário”, acrescentou a associação em comunicado enviado à Reuters.
A entidade também alertou para as consequências devastadoras para a indústria do turismo e para as comunidades que dependem de visitantes internacionais.
CONGRESSO ATACA
Os presidentes republicanos do Comitê Judiciário da Câmara, os deputados Jim Jordan, de Ohio, e Tom McClintock, da Califórnia, anunciaram nesta quarta-feira que enviaram cartas de solicitação ao comissário de polícia Michael Cox, ao xerife Steven Tompkins e ao promotor Kevin Hayden.
Em um breve comunicado anunciando os pedidos, os parlamentares disseram que buscavam respostas sobre “políticas imprudentes de cidades santuário”.
“Imigrantes ilegais criminosos não apenas tomaram conta das ruas de Boston, mas de cidades por todo o país, trazendo crime e caos com eles”, escreveram os presidentes do comitê no comunicado.
As cartas informam que o comitê está conduzindo supervisão sobre jurisdições que “colocam comunidades americanas em perigo” ao se recusarem a cooperar com a aplicação das leis federais de imigração.
Foto: Business Insider




