Agentes do ICE receberam ordem para interromper temporariamente abordagens a veículos após um tiroteio fatal no Maine e outro incidente recente no Texas, segundo a ABC News.
Citando diversas fontes, a ABC News informou que os agentes do ICE passarão por um novo treinamento sobre abordagens a veículos e que a suspensão será temporária.
Joan Sebastian Guerrero, de 26 anos, foi baleado e morto em Biddeford, no Maine, na segunda-feira. Investigadores disseram que Guerrero foi atingido por agentes do ICE após supostamente usar seu veículo como arma enquanto os agentes se aproximavam.
A Coalizão pelos Direitos dos Imigrantes do Maine informou que Guerrero estava com sua filha de 3 anos no carro no momento do tiroteio e que eles estavam a caminho da creche.
“A família está, primeiro, devastada e, segundo, assustada. Eles têm medo do que acontecerá com eles e com a criança, que agora terá que aprender a viver sem o pai”, disse Ruben Torres, da coalizão.
A organização afirmou que Guerrero possuía autorização de trabalho válida, número de Seguro Social e estava em processo de imigração.
Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que os agentes realizavam uma vigilância quando um veículo deixou a residência. Segundo o DHS, o motorista não obedeceu à ordem de parada, e um agente abriu fogo por temer pela segurança pública.
Em 7 de julho, Lorenzo Salgado Araujo, de 52 anos, foi baleado e morto após supostamente tentar fugir de agentes do ICE em Houston.
Além disso, Renee Good, de 37 anos, foi baleada e morta por agentes federais em Minneapolis em 7 de janeiro. Agentes federais também mataram a enfermeira do Departamento de Assuntos de Veteranos (VA), Alex Pretti, de 37 anos, durante um protesto em Minneapolis.
Na maioria dos casos, os agentes do ICE abordam o alvo na rua depois que ele deixa sua casa ou local de trabalho. A ABC News informou que acompanhou agentes em operações nas quais essa tática foi utilizada.
O ICE continuará realizando abordagens a veículos em casos envolvendo pessoas consideradas de maior risco e alvo prioritário das operações, disse uma fonte à ABC News.
Foto: PBS




