Mariola Perez chegou aos Estados Unidos há 16 anos e busca asilo no país há mais de uma década. Ela tem um filho de 15 anos, cidadão americano, com necessidades médicas complexas. Perez trabalhou em Lynn como intérprete médica treinada e paraeducadora nas escolas públicas da cidade.
Perez disse que foi informada de que deve esperar ser detida em sua próxima apresentação regular ao ICE, marcada para segunda-feira em Burlington. Ela não esclareceu exatamente quem lhe deu essa informação nem para onde poderia ser deportada.
“O medo é real. O medo da possibilidade de não ver meu filho se formar no ensino médio, ou de não poder mais levá-lo aos jogos de futebol e vê-lo se tornar um jogador profissional. Eu nem consigo explicar o impacto na saúde mental que isso causou à minha família, apesar de todo o apoio que estou recebendo”, disse Perez durante um ato em sua defesa em Lynn, no dia 6 de maio.
Outro protesto em apoio a ela foi realizado na noite de domingo no Red Rock Park, em Lynn.
Perez também está recebendo apoio do prefeito, de vereadores e de colegas professores.
“Estamos aqui para mostrar apoio não apenas a ela, mas a todos os nossos irmãos, irmãs e familiares imigrantes que estão passando por este momento difícil”, disse Phill O’Connor, do sindicato dos professores de Lynn.
“Ela vem e nos ajuda em reuniões importantes, traduzindo informações importantes para a comunidade”, disse a moradora de Lynn, Lupita Panameno. “Como amiga, mãe e membro da comunidade, ela é muito valiosa.”
A imprensa americana entrou em contato tanto com o ICE quanto com o escritório regional da agência em Burlington, Massachusetts, para comentar o caso de Perez, mas não houve resposta.
Foto: CBS Boston




