Presidente do Conselho da Tesla nega busca por novo CEO para substituir Elon Musk

Nesta quinta-feira, a presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm, negou publicamente uma reportagem do jornal Wall Street Journal que afirmava que a empresa estaria procurando um novo CEO para substituir Elon Musk. Segundo a matéria publicada na quarta-feira, membros do conselho teriam procurado empresas especializadas em recrutamento executivo há cerca de um mês para iniciar o processo de sucessão.

Denholm respondeu à reportagem pelas redes sociais, chamando a informação de “completamente falsa”. Ela afirmou que o conselho da Tesla continua “altamente confiante” na liderança de Musk e em sua capacidade de seguir com os planos de crescimento da empresa.

O próprio Elon Musk também reagiu à notícia, classificando o conteúdo como “deliberadamente falso”. Apesar disso, há algum tempo investidores ativistas vêm criticando a falta de independência do conselho da Tesla e sua dificuldade em conter decisões polêmicas de Musk.

A Tesla vive um momento delicado. Em vez de focar no desenvolvimento de carros elétricos mais acessíveis, como havia prometido, Musk tem direcionado os esforços da empresa para projetos mais ambiciosos, como táxis autônomos e robôs humanoides. Com isso, a Tesla tenta se posicionar como uma empresa de inteligência artificial e robótica, e não apenas como uma montadora.

No entanto, as vendas de veículos elétricos da Tesla têm caído nos Estados Unidos e na Europa, em meio à concorrência crescente e à rejeição de parte do público às posições políticas de Musk, que se aproximou da ala mais conservadora dos Estados Unidos. Essa mudança tem gerado protestos, depredações em lojas e estações de recarga da Tesla, além de preocupações entre investidores.

Outro ponto que tem incomodado o mercado é o envolvimento de Musk com o governo Trump. Ele foi nomeado para chefiar um departamento voltado à redução de cargos públicos, o que tem gerado polêmica e o afastado das operações do dia a dia da Tesla. Na semana passada, Musk afirmou que pretende reduzir significativamente o tempo dedicado ao governo e se concentrar mais na empresa.

Apesar de todas essas questões, as ações da Tesla subiram levemente no pré-mercado desta quinta-feira. Ainda assim, os números de vendas continuam preocupantes: em abril, as entregas de veículos caíram 59% na França e 67% na Dinamarca, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O Wall Street Journal também informou que membros do conselho teriam pedido a Musk que se comprometesse publicamente a dedicar mais tempo à Tesla. Não está claro se Musk sabia das conversas sobre uma possível substituição ou se sua promessa de maior dedicação teve impacto nessas discussões.

Enquanto isso, alguns diretores da empresa, incluindo o cofundador JB Straubel, estariam conversando com grandes investidores para garantir que a Tesla continua em boas mãos. O conselho, que conta com nomes como o irmão de Elon Musk, Kimbal Musk, e James Murdoch (filho do magnata da mídia Rupert Murdoch), também estaria avaliando a inclusão de um novo membro independente.

Robyn Denholm, que foi indicada por Musk para presidir o conselho e já defendeu pacotes salariais polêmicos do CEO, também tem sido alvo de críticas. Em março, ela vendeu cerca de US$ 33,7 milhões em ações da Tesla, o que levantou questionamentos sobre sua imparcialidade. A executiva, no entanto, nega qualquer irregularidade e afirma que sua remuneração é justa.

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

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