O procurador-geral interino do presidente Donald Trump assinou, nesta quinta-feira, uma ordem que reclassifica a maconha medicinal licenciada pelos estados como uma droga menos perigosa, uma grande mudança de política há muito defendida por ativistas, que argumentavam que a cannabis nunca deveria ter sido tratada como heroína pelo governo federal.
A ordem assinada por Todd Blanche não legaliza a maconha para uso medicinal ou recreativo sob a lei federal. No entanto, ela altera a forma como a substância é regulamentada, transferindo a maconha medicinal licenciada da Tabela I, reservada para drogas sem uso médico e com alto potencial de abuso, para a Tabela III, que é menos rigorosa. A medida também concede um importante alívio fiscal aos operadores de maconha medicinal licenciados e facilita algumas barreiras para pesquisas com cannabis.
O governo Trump também informou que está acelerando o processo para uma reclassificação mais ampla da maconha, marcando uma audiência para começar no fim de junho.
Trump havia orientado sua administração, em dezembro, a trabalhar o mais rápido possível para reclassificar a maconha. No sábado, ao assinar uma ordem executiva não relacionada sobre substâncias psicodélicas, o presidente republicano demonstrou frustração com a demora no processo.
Blanche afirmou nesta quinta-feira que o Departamento de Justiça está cumprindo a promessa do presidente Trump de ampliar o acesso dos americanos a opções de tratamento médico. “Essa ação de reclassificação permite pesquisas sobre a segurança e a eficácia dessa substância, proporcionando, no fim, melhor atendimento aos pacientes e informações mais confiáveis para os médicos”, disse em comunicado.
Fotos e arte: ABC 7 Chicago



