WASHINGTON, D.C. — Um grupo de ex-advogados militares dos EUA afirma que o secretário de Guerra, Pete Hegseth, cometeu assassinato e pede que oficiais militares americanos desobedeçam a ordens consideradas ilegais.
O “Grupo de Trabalho de Ex-JAGs”, formado por advogados militares, foi criado após Hegseth demitir importantes membros da área jurídica militar em fevereiro deste ano.
O caso envolve uma operação militar no Caribe, na qual militares dos EUA atacaram um barco próximo à costa da Venezuela. Com a embarcação destruída, dois indivíduos ainda tentavam se salvar.
Segundo os advogados, Hegseth teria dado a “ordem de matar”. Caso isso seja comprovado, ele pode ser acusado de crime de guerra e também responder por assassinato, conforme as leis dos EUA.
“Se a operação militar dos EUA não for considerada um conflito armado, ordens para matar civis indefesos agarrados aos destroços de uma embarcação destruída por nossas forças sujeitariam todos, do Secretário de Defesa (SECDEF) ao militar que executou a ordem, a processo por assassinato segundo a lei americana”, afirmaram os advogados.
O grupo pede ação do Congresso dos EUA.
“Pedimos ao Congresso que investigue e ao povo americano que se oponha a qualquer uso das forças armadas dos EUA que envolva o ataque intencional a qualquer pessoa — combatentes inimigos, não combatentes ou civis — que tenha sido considerada hors de combat (‘fora de combate’) em razão de ferimentos ou da destruição do navio ou aeronave que os transportava.”
Os advogados destacam que as ordens foram executadas porque Hegseth teria enfraquecido as salvaguardas legais que impediam a emissão de ordens ilegais.
A bordo do Air Force One, o presidente Trump foi questionado sobre o caso e afirmou que “Hegseth disse que não deu a ordem para o segundo ataque”.
Os líderes da Câmara e do Senado, ambos republicanos, ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso.
Foto: NBC News







