TALLAHASSEE, Flórida — Desde março, o número de deportações determinadas por juízes de imigração na Flórida aumentou 18%, de acordo com dados divulgados recentemente.
Em junho, os juízes emitiram 5.415 ordens de deportação, um aumento de 17,6% em comparação com as 4.605 ordens emitidas em março, segundo o Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC), uma organização sem fins lucrativos que acompanha dados sobre imigração.
A Flórida acompanha uma tendência nacional de aumento nas ordens de deportação, que atingiram o recorde de 79 mil em junho, o maior número de determinações emitidas em um único mês durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.
Embora a Flórida continue entre os estados com o maior número de deportações, o aumento ficou abaixo da média nacional, que foi de 30%, já que outros estados registraram altas mais acentuadas no número de pessoas com ordens de retorno aos seus países de origem entre março e junho.
Por exemplo, Illinois registrou um aumento de 120% nas ordens de deportação, passando de 3.228 para 7.087 durante esse período de quatro meses.
Em junho, as ordens de deportação foram o desfecho mais comum nos processos dos tribunais de imigração em todo o país, com 78% dos casos resultando em determinação de deportação. Dos 99.441 casos analisados, apenas 1.883 imigrantes foram autorizados a permanecer nos Estados Unidos.
Em nível nacional, os haitianos registraram um dos maiores aumentos nas ordens de deportação, com alta de 96% ao longo de quatro meses, de acordo com os dados do TRAC. No fim de junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o governo Trump poderia encerrar o Status de Proteção Temporária (TPS) para imigrantes haitianos e sírios.
Foto e arte: American Immigration Council




