Inflação desacelera nos EUA, mas preços dos alimentos sobem 33%

Os preços dos alimentos nos Estados Unidos dispararam 33% nos últimos sete anos, o maior aumento no custo dos supermercados em meio século, e não há sinais de alívio.

Embora a inflação elevada tenha sido a principal responsável pelo maior salto durante a pandemia, os preços continuaram subindo desde então. A carne moída é um dos melhores exemplos desse mercado fora de controle. Em junho, o preço chegou a US$ 6,82 por libra, um aumento de 79% em relação a 2019, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos (Bureau of Labor Statistics).

O fato de os preços permanecerem persistentemente altos por anos significa que essa não é uma situação que os americanos possam simplesmente esperar passar. Para os consumidores, esse passou a ser o novo normal, afirmou Scott D. Martin, sócio da empresa Kingsview Wealth Management.

Entre 2012 e 2019, os Estados Unidos registraram um aumento total de apenas 6,4% nos preços dos alimentos. No entanto, os custos dispararam quando a pandemia começou, nos primeiros meses de 2020.

Após os impactos da pandemia, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2023, os preços dos alimentos aumentaram cerca de 21% e, desde então, continuaram subindo quase 10%.

Foto: NBC News

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