CAMBRIDGE, Mass. — Em um relatório de mais de 500 páginas, a Universidade Harvard admite que falhou ao permitir que alunos sofressem com antissemitismo e islamofobia no campus.
O reitor da universidade, Alan Garber (foto), foi quem encomendou o relatório quando ainda ocupava o cargo de forma interina.
Em dezenas de entrevistas, estudantes relataram que se sentiam inseguros no campus devido à intimidação, bullying e até doxing — prática de divulgar online informações pessoais, como endereços, com o objetivo de ameaçar alguém.
Entre outubro de 2023 e o verão de 2024, a universidade não ofereceu proteção adequada a alunos judeus e muçulmanos durante protestos relacionados ao conflito entre Israel e o Hamas.
Em carta direcionada aos alunos e ao corpo docente, Garber pediu desculpas por Harvard “não corresponder às altas expectativas” depositadas na instituição.
Um aluno judeu relatou que procurou diversos departamentos para denunciar o problema, mas ouviu que “isso não é problema nosso”.
A prática de doxing é ilegal em seis estados americanos, incluindo Massachusetts. Agora, Harvard está tornando essa prática proibida também em seu código de conduta interno.
A diretoria da universidade afirmou que mudanças já estão sendo implementadas.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo federal solicitou o envio completo do relatório até esta sexta-feira, 2 de maio.
Foto: Harvard Gazette




