Target anuncia corte de cerca de 1.800 cargos corporativos diante de vendas estagnadas

Por Jonathan Limehouse e Melina Khan – USA Today

A Target, uma das maiores redes varejistas dos Estados Unidos, anunciou que irá eliminar aproximadamente 1.800 cargos corporativos como parte de uma estratégia para enfrentar o cenário de vendas estagnadas. A informação foi divulgada por veículos como CNBC e CNN, que tiveram acesso a um memorando enviado aos funcionários da empresa.

A decisão ocorre cerca de dois meses após o conselho de administração da Target nomear Michael Fiddelke como próximo CEO da companhia, em substituição a Brian Cornell. Fiddelke, que assumirá oficialmente o comando em 2026, comunicou os cortes por meio de um memorando direcionado à equipe do escritório central da empresa, localizado em Minneapolis, Minnesota.

Segundo a CNN, esta é a primeira grande rodada de demissões corporativas da Target em uma década. O corte envolve cerca de 1.000 demissões e a extinção de aproximadamente 800 vagas que não serão preenchidas, totalizando uma redução de cerca de 8% do quadro administrativo.

No comunicado, Fiddelke destacou que a complexidade acumulada ao longo dos anos tem dificultado a agilidade da empresa. “Camadas demais e trabalhos sobrepostos têm atrasado decisões e dificultado a implementação de ideias”, afirmou, conforme reportou a CNBC. Ele reconheceu que a medida é difícil, mas necessária para garantir o futuro da Target e impulsionar o crescimento desejado.

Os funcionários afetados serão informados no dia 28 de outubro. De acordo com a empresa, eles continuarão recebendo salários e benefícios até 3 de janeiro de 2026, além de pacotes de indenização. A Target ressaltou que os cortes não atingirão cargos em lojas físicas ou na cadeia de suprimentos.

O anúncio ocorre em meio a resultados financeiros pouco animadores. No segundo trimestre, divulgado em 20 de agosto, a Target registrou vendas líquidas de US$ 25,2 bilhões, uma queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas comparáveis caíram 1,9% e o lucro operacional foi 19,4% menor, totalizando US$ 1,3 bilhão. Desde o pico das ações no final de 2021, os papéis da empresa já recuaram 65%, segundo a CNBC.

Durante uma teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, Fiddelke afirmou à Reuters que a empresa precisa agir com mais rapidez para retomar o crescimento. No memorando, ele detalhou três prioridades para a reestruturação: fortalecer a liderança em merchandising, aprimorar a experiência do cliente e acelerar o uso de tecnologia para apoiar a equipe e surpreender os consumidores.

Michael Fiddelke, de 49 anos, está na Target há mais de 20 anos, tendo iniciado sua trajetória como estagiário em 2003. Antes de ser nomeado diretor de operações em janeiro de 2024, ocupou o cargo de diretor financeiro. Além de assumir o posto de CEO, Fiddelke integrará o conselho de administração da empresa a partir de fevereiro de 2026. Brian Cornell, atual CEO desde 2014, passará a atuar como presidente executivo do conselho após a transição.

“Depois de mais de 20 anos na Target, conheço a força da nossa marca, o talento da nossa equipe e o papel especial que ocupamos no varejo”, declarou Fiddelke em comunicado.

Foto: Reprodução/Target

Fonte: MSN

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