Ordem de Trump sobre bancos e imigrantes será menos rígida do que proposta inicial

Washington, D.C. — O governo do presidente Donald Trump anunciou uma nova ordem executiva que amplia a fiscalização sobre atividades bancárias de não cidadãos nos Estados Unidos. Apesar disso, a medida acabou sendo menos abrangente do que a proposta inicial discutida pelo Departamento do Tesouro.

A versão final da ordem, assinada na terça-feira, não obriga bancos a coletarem informações sobre cidadania ou status imigratório de clientes, como havia sido cogitado anteriormente. Em vez disso, o texto determina que o secretário do Tesouro emita orientações às instituições financeiras para identificar possíveis sinais de irregularidades.

Entre os pontos que deverão ser monitorados estão suspeitas de evasão de impostos sobre folha de pagamento, ocultação dos verdadeiros donos de contas bancárias, pagamentos salariais informais, tráfico de mão de obra e uso de números ITIN para abertura de contas ou obtenção de crédito sem comprovação de presença legal nos Estados Unidos.

Segundo um executivo de um grande banco, que falou sob condição de anonimato, o recuo do governo foi visto como um sinal de que houve diálogo com o setor financeiro.

Executivos bancários vinham alertando que exigir a verificação de cidadania ou status migratório de clientes teria alto custo operacional e causaria grandes dificuldades para o sistema financeiro.

O analista de políticas públicas Ed Mills, da Raymond James, afirmou que os reguladores bancários tradicionalmente defendem que o maior número possível de transações aconteça dentro do sistema financeiro formal. Segundo ele, retirar milhões de pessoas desse sistema poderia até criar riscos relacionados à segurança nacional.

De acordo com a Reuters, bancos consideravam praticamente inviável revisar o status imigratório de todos os clientes atuais. Representantes do setor também alertaram que uma medida mais ampla poderia reduzir drasticamente o acesso a serviços bancários, afetando inclusive cidadãos americanos.

A nova ordem cita como possíveis sinais de alerta contas registradas em nomes de empresas de fachada, uso de plataformas específicas para ocultar pagamentos salariais e movimentações frequentes em dinheiro vivo. O uso de números ITIN sem vínculo com número de Seguro Social ou visto de trabalho também deverá receber atenção especial das instituições financeiras.

Foto: The Independent

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