Washington, D.C. — Dois policiais que atuaram na defesa do Capitólio dos Estados Unidos durante os ataques de 6 de janeiro de 2021 entraram na Justiça contra o governo do presidente Donald Trump para tentar impedir a criação de um fundo de US$ 1,7 bilhão anunciado nesta semana.
A ação judicial foi apresentada em um tribunal federal do Distrito de Columbia pelo ex-policial da Polícia do Capitólio Harry Dunn e pelo policial Daniel Hodges, integrante do Departamento de Polícia Metropolitana.
Os dois agentes pedem que a Justiça considere ilegal a criação do chamado fundo “anti-weaponization” e suspenda qualquer transferência de recursos do Departamento do Tesouro para o Departamento de Justiça destinada à implementação do programa.
Dunn e Hodges participaram diretamente da defesa do Capitólio no dia em que apoiadores de Trump invadiram o prédio tentando impedir a certificação do resultado da eleição presidencial de 2020.
O fundo foi anunciado na segunda-feira pelo Departamento de Justiça. Em comunicado oficial, o procurador-geral interino Todd Blanche afirmou que o programa foi criado para oferecer “um processo sistemático para ouvir e reparar reivindicações de pessoas que sofreram perseguição política e uso abusivo da Justiça”.
Na ação, os policiais argumentam que o programa poderá beneficiar integrantes dos Proud Boys e outras pessoas envolvidas nos atos de 6 de janeiro.
Segundo os autores do processo, a existência do fundo transmite a mensagem de que pessoas que cometerem atos violentos em apoio ao presidente Trump poderão evitar punições e até receber compensações financeiras.
O advogado Brendan Ballou, fundador do Public Integrity Project e representante dos policiais, afirmou que o fundo representa um risco à segurança dos agentes que atuaram na invasão do Capitólio.
Ele classificou o programa como “ilegal” e pediu que a Justiça impeça o envio de dinheiro público para a iniciativa.
Foto: CNBC




